Interior do Estado

Postado em 26/08/2017 10:44

Inaugurado núcleo de atendimento especializado para a pessoa com autismo

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Foram quase três anos de peregrinação pelos consultórios de vários especialistas. Há menos de um ano, Ivana Tamires começou o tratamento correto: é autista. Ela é uma das crianças atendidas no Núcleo de Atendimento Especializado para a Pessoa com Autismo, na rua Paulo Afonso, no Jardim Cruzeiro.

“Acredito que com o tratamento correto e com a ajuda dos profissionais que trabalham aqui, a minha filha vai melhorar sensivelmente”, disse a dona de casa Luciana Araújo Santos. “Agora vai ser tudo ainda mais felicidade”. A unidade tem capacidade para atender cem pessoas com aspectro de autismo.

O CER APAE, parte do programa Viver sem Limites, é um ponto de atenção ambulatorial especializada em reabilitação que realiza diagnóstico, tratamento, concessão, adaptação, e manutenção de tecnologia assistiva, constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde da pessoa com deficiência.

“Esta instituição é mais uma que arregimenta forças para trabalhar para oferecer uma melhor qualidade de vida para estes pacientes mais do que especiais”, afirmou o prefeito José Ronaldo de Carvalho. Ele destacou o altruísmo das pessoas que abraçam esta causa. “Praticam o amor em tempo integral”.

Os pacientes do CER APAE são encaminhados por especialistas da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. Os CRAS e CREAS é quem fazem o trabalho de orientação das famílias para que procurem a instituição.

A presidente da APAE em Feira de Santana, Edna Maria Amorim de Queiroz, disse que o serviço prestado vem sendo de referência e permitiu inclusão de crianças que há anos esperavam o tratamento especializado. “Para que essa implantação fosse possível, contamos com o apoio da Prefeitura e da secretaria de Saúde.

A Companhia de Dança da APAE de Feira de Santana fez uma apresentação especial. Estiveram presentes o vice-prefeito Colbert Filho, o ex-prefeito José Raimundo Pereira de Azevedo, os vereadores João Bililiu, Roberto Tourinho, Marcos Lima, a diretora da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas e a diretor do Hospital da Mulher, Charline Portugal, mais os representantes da Polícia Militar e do Exército.

Escolas municipais fazem apresentações culturais na Feira do Livro

Na próxima segunda-feira, 28, a Secretaria Municipal de Educação irá divulgar a relação das escolas inscritas para apresentações culturais na 10ª Feira do Livro, cujo lançamento aconteceu na manhã desta quinta-feira, 24. O lançamento, que aconteceu no auditório do Sesc, reuniu autoridades e personalidades da cultura feirense.

A Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana acontece tradicionalmente acontece na Praça João Barbosa de Carvalho, a Praça do Fórum. Este ano, será entre os dias 26 de setembro e 1º de outubro próximos.

Durante o evento, o público assistiu às apresentações do tenor Cláudio Cerqueira Mendes e dos estudantes de música da UEFS, que levaram ao palco uma Camerata de Sopro. O secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Edson Felloni Borges, representou o prefeito José Ronaldo de Carvalho, enquanto a diretora de Ensino, Jozelia Araujo, esteve pela Secretaria de Educação.

Na Rede Municipal, as inscrições para participação dos alunos – com transporte e distribuição de vales-livros no valor de R$ 28,00 – foram feitas até o último dia 18. Dezenas de escolas também levam apresentações artístico-culturais ao evento.

O Festival Literário é promovido pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) com o apoio de várias instituições, dentre as quais, a Prefeitura, através das secretarias de Educação e Cultura, Esporte e Lazer, além de outras entidades como o Serviço Social do Comércio (SESC) e a Arquidiocese de Feira de Santana.

Como incentivo à leitura, a Seduc investe R$ 100 mil na compra de vales-livros que são distribuídos, além dos alunos, também para os professores da Rede Municipal, no valor de R$ 50,00.

Professores devem evitar que crenças pessoais interferiram em sala de aula

“Devemos nos preocupar em não trazer os reflexos das nossas crenças para a formação dos alunos”. A orientacao é da professora Rosenaide Gonçalves Santos Souza, da Rede Municipal de Educação. Ela sugeriu o debate em torno de gênero e sexualidade, no 3º Encontro Formativo com Professores das Salas de Recursos Multifuncionais, realizado nesta quinta-feira, 24. O evento foi realizado na sede da Secreraria de Educação.

Os professores das Salas de Recursos Multifuncionais atuam no atendimento aos alunos com deficiências. “Re-conhecer as diferenças: quando novas redes de afetos importam”, foi a temática do encontro. O objetivo principal é ampliar a discussão, entre os profissionais que lidam diariamente com crianças, sobre as diferentes formas de expressão comportamental voltadas ao gênero e à sexualidade.

De acordo com Rosenaide, a necessidade do debate surgiu a partir de uma inquietação pessoal dela própria, ao compartilhar ideais e conceitos com outros professores. “Percebi que não entendia muito bem sobre o tema e isso me incomodava. Conversando com outros colegas, eles demonstraram ter as mesmas dúvidas e vontade de aprender. Então achamos pertinente falar sobre isso”. Na visão da professora, os profissionais da Educação têm a tendência de levar os conceitos pessoais para a sala de aula e enfrentam o medo de errar no que se refere a questão tão delicada.

“Tenho medo de parecer discriminatória por conta do que ainda não conheço. Por isso, acho importante que busquemos nos adaptar, atualizar e conhecer diferentes realidades, para que nossos alunos se sintam sempre incluídos. Afinal, quem trabalha em Sala de Recursos trata diretamente da inclusão social”, diz  Rosenaide.

O debate foi orientado pelo professor Wendell Ferreira, da Universidade Estadual de Feira de Santana. “Alunos de Sala de Recurso já possuem suas especificidades. É necessário que não esqueçam que muitas outras podem existir”, opina. Os professores, segundo ele, tem se mostrado dispostos a aprender. “Manter a mente aberta para as diferenças é papel de quem está na escola para educar”, defende.

 Secom/Deira
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