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Presidente da Fundação Gregório de Matos afirma não faltar apoio cultural para periferia

Fernando Guerreiro - Foto: Vinicius Portugal/Notícias da Bahia

Durante as comemorações do 2 de Julho, nesta quarta-feira (2), em Salvador, o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro, falou sobre a importância da data e reforçou a valorização da cultura que vem das periferias da cidade. Segundo ele, Salvador tem um movimento cultural forte fora do centro, e a ideia de falta de apoio precisa ser revista. “Na verdade não é uma falta. Eu acho que Salvador é uma cidade que tem um movimento cultural fortíssimo na periferia”, afirmou.

Guerreiro citou o projeto Boca de Brasa como exemplo de iniciativa voltada ao fortalecimento da cultura periférica. “Já é um projeto vitorioso que já tem quatro décadas. Que é justamente pra trazer esse apoio para a cultura da periferia e tentar romper esse estigma de que periferia é palco de violência e de tragédia”, disse. Para ele, o caminho para combater a violência passa por cultura e educação: “Com cultura e educação não tem violência, não tem tráfico, não tem nada.”

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O presidente da Fundação também comentou sobre o tema escolhido para a festa deste ano: “Eu Sou o Dois de Julho”. Segundo Guerreiro, a proposta é aproximar a celebração da população. “A gente tentou trazer a festa para a população, colar mais. Então, a gente não colocou símbolos históricos no tema, nada”, explicou. “Porque isso traz a população. Todos nós fazemos parte desse movimento, todos nós somos responsáveis em manter essa memória dessa festa tão importante na independência do Brasil e na Bahia.”

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O desfile cívico do 2 de Julho reúne, desde cedo, autoridades, representantes do movimento cultural e moradores de diversas regiões da cidade. A festa marca a data da Independência da Bahia e é considerada um dos principais eventos cívicos do estado.