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Entenda o caso do cão Orelha, brutalmente agredido até a morte em Santa Catarina

Entenda o caso do cão Orelha, brutalmente agredido até a morte em Santa Catarina
Foto: Reprodução/Redes sociais

O cão comunitário Orelha morreu após ser agredido na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil (PC) de Santa Catarina. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do crime de maus-tratos, ocorrido no início de janeiro, e três adultos — pais e um tio dos jovens — foram indiciados por suspeita de coação a testemunha durante a apuração.

Segundo a Polícia Civil (PC), Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e encontrado ferido por pessoas que estavam na praia. O animal foi levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade das lesões, passou por eutanásia no dia seguinte. Laudos periciais indicaram que o cão sofreu um golpe na cabeça com um objeto contundente, que não foi localizado.

A investigação aponta que quatro adolescentes participaram da agressão. Dois deles permanecem em Florianópolis e foram alvos de uma operação policial na segunda-feira (26). Os outros dois estão nos Estados Unidos em viagem previamente programada. Os nomes e idades não foram divulgados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Durante a apuração, a polícia também passou a investigar uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma praia. Testemunhas relataram que viram o grupo jogando o animal no mar, e imagens mostram adolescentes carregando o cachorro no colo antes do ocorrido.

O caso foi dividido em duas frentes:

  • Auto de apuração de ato infracional, conduzido pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE), para investigar a conduta dos adolescentes;
  • Inquérito policial, conduzido pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), que apurou a coação praticada por familiares.

De acordo com a Polícia Civil, 22 pessoas foram ouvidas somente no inquérito que investiga a coação a uma testemunha, um vigilante que teria uma foto relevante para o esclarecimento do crime e que, por segurança, foi afastado do trabalho. Orelha era cuidado por moradores e comerciantes da região e era considerado um mascote da Praia Brava, o que ampliou a repercussão do caso e a cobrança por responsabilização.