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Salvador mantém participação em programa global para reduzir mortes no trânsito até 2030

Salvador mantém participação em programa global para reduzir mortes no trânsito até 2030
Foto: Jefferson Peixoto/ASCOM PMS

Salvador seguirá na Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, programa que apoia governos em ações de segurança no trânsito em todo o mundo. A iniciativa tem investimento global de US$ 350 milhões e atenderá 29 cidades, dois estados e 13 países entre 2026 e 2030.

O anúncio aconteceu nesta terça-feira (28) através de Mike Bloomberg, durante o CityLab 2026, evento organizado em parceria com o Aspen Institute. A nova etapa da parceria busca ampliar medidas já testadas, como fiscalização, uso de dados, comunicação pública e mudanças no desenho das ruas.

Salvador integra o programa desde 2020 e tem contado com apoio técnico de uma rede internacional para fortalecer políticas públicas de segurança viária. Em parceria com a Transalvador, a cooperação gera ações de infraestrutura segura, campanhas de comunicação, qualificação de dados e redução de fatores de risco.

“Salvador seguirá na Iniciativa Bloomberg por reconhecer todos os avanços que a nossa cidade teve em segurança viária nos últimos seis anos. O objetivo da nossa gestão é fortalecer políticas de trânsito baseadas em dados, intensificar a fiscalização e promover intervenções urbanas que ajudem a salvar vidas. A Prefeitura segue comprometida em reduzir o número de mortes no trânsito”, afirmou o prefeito Bruno Reis.

Entre as prioridades em Salvador estão o fortalecimento da gestão de velocidade, principal fator de risco para mortes e feridos no trânsito. Além disso, também são importantes a ampliação de intervenções de infraestrutura segura e a maior integração entre fiscalização, engenharia, dados e comunicação de massa, com foco na mudança de comportamentos que mais provocam mortes e ferimentos nas ruas.

Avanços

Em 2025, Salvador registrou 134 mortes e 4.916 feridos no trânsito. Em comparação com 2024, houve redução de 9% no número de mortes e aumento de 4% no total de feridos. Os usuários mais vulneráveis seguem concentrando a maior parte das vítimas fatais: condutores e passageiros de motocicletas representam 52% das mortes, enquanto pedestres respondem por 40%.

Além disso, o perfil das vítimas também reforça a atenção ao público jovem. 56 pessoas que perderam a vida tinham entre 20 e 39 anos, e 79% das vítimas eram homens.

“A Transalvador vem intensificando ações voltadas à redução de riscos no trânsito, com foco especial nos motociclistas e no controle da velocidade. Temos ampliado as fiscalizações eletrônica e presencial, desenvolvido intervenções de engenharia viária e investido em campanhas educativas permanentes. A parceria com a Bloomberg Philanthropies é fundamental nesse processo”, destacou o superintendente da Transalvador, Diego Brito.

Desde 2020, a cooperação também tem apoiado projetos de redesenho viário e a implantação de áreas de trânsito calmo em Salvador. Entre os exemplos estão a Zona 30 do Bonfim, a requalificação no entorno do Instituto dos Cegos, as recomendações para a Avenida Dorival Caymmi e o projeto Caminho Legal – Olga Benário, no Doron.

No Bonfim, a intervenção criou 400 m² de espaço adicional para pedestres e registrou redução de 77% no número de veículos acima do limite de velocidade. Na Avenida Dorival Caymmi, a transformação intermediária resultou em queda de 81% dos veículos acima de 50 km/h. Já no entorno do CMEI Olga Benário, o projeto recuperou mais de 1.500 m² de espaço para pedestres e envolveu 11 órgãos municipais no processo.

Bloomberg para Segurança Viária Global

A Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, conhecida pela sigla em inglês BIGRS, apoia governos na adoção de políticas e ações para reduzir mortes e feridos graves no trânsito. O programa oferece suporte técnico ao poder público por meio de especialistas e de uma rede internacional de organizações parceiras, com atuação nas áreas de gestão de dados, infraestrutura, fiscalização e comunicação.

Na nova fase, a iniciativa apoiará 29 cidades, quatro estados e 13 países entre 2026 e 2030, incluindo localidades da América Latina, Ásia e África. As localidades contempladas são Buenos Aires e Córdoba, na Argentina; Chittagong e Dhaka North, em Bangladesh; Campinas, Salvador, Rio de Janeiro e o estado de São Paulo, no Brasil; Cali e Medellín, na Colômbia; Santo Domingo, na República Dominicana; Guayaquil e Quito, no Equador; Estado de Oromia, na Etiópia; estado de Karnataka, estado de Maharashtra, incluindo Mumbai e Pune, Delhi, na Índia; Mombaça e Nairóbi, no Quênia; Kuala Lumpur, na Malásia; estado de Jalisco e Cidade do México, no México; Kampala, em Uganda; e Da Nang e Hanói, no Vietnã.