Início Bahia Diretora do HGCA faz alerta sobre acidentes de trânsito em Feira; 70%...

Diretora do HGCA faz alerta sobre acidentes de trânsito em Feira; 70% das vítimas são motociclistas

HGCA faz alerta sobre acidentes de trânsito em Feira; 70% das vítimas são motociclistas
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A quantidade de pacientes internados por acidentes de trânsito é mais do que o dobro da capacidade máxima dos leitos destinados pelo Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) para o setor de ortopedia. Os jovens são maioria entre as vítimas internadas na unidade, que atende várias dezenas de municípios da macrorregião de Feira de Santana.

O HGCA dispõe de 36 vagas para que os acidentados, contudo, mais de 40 vítimas de acidentes de trânsito estão em macas espalhadas pelos corredores, enfrentando longa espera de uma vaga na ortopedia. Outro dado importante é que mais de 70% dos pacientes internados são motociclistas.

Para a diretora do hospital, Cristiana França, além da conscientização sobre pilotagem defensiva, é necessária criação e aplicação de leis mais duras para punir os irresponsáveis em cima de duas rodas.

“Além da recuperação, que é demorada, estas pessoas podem ficar com danos físicos permanentes, como a amputação de parte da perna”, disse.

HGCA faz alerta sobre acidentes de trânsito em Feira; 70% das vítimas são motociclistas
Diretora do HGCA, Cristiana França – Foto: Divulgação/Sertão Bahia

Os joelhos são os membros mais atingidos nestes choques. A diretora do HGCA explicou também que a redução no número de acidentes vai contribuir para o aumento na capacidade do hospital, podendo atender melhor as outras especialidades médicas. Os tratamentos ortopédicos demandam alto gasto financeiro e deslocamento das equipes de outras alas.

Segundo Cristiana, os levantamentos indicam que em apenas quatro anos, a quantidade de mortes no mundo por acidentes vai superar as causas de óbitos por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e ataques cardíacos.

Ela também demonstrou preocupação com a chegada de novas montadores de motocicletas no país, que vai resultar na concorrência e a consequente redução nos preços destes veículos. Por fim, a diretora prevê outro problema que poderá causar um “efeito dominó” no ecossistema trabalhista do país, porque a maioria das vítimas ainda estão em idade produtiva, que é interrompida temporária ou permanentemente.