Neste 13 de maio, o Esporte Clube Vitória celebra 127 anos de história. Em meio às celebrações, o time se prepara para o jogo mais decisivo da temporada, contra o Flamengo, no Barradão, e contará com casa cheia.
Através das redes sociais, o Leão da Barra anunciou que os ingressos para a partida de volta da quinta fase da Copa do Brasil estão esgotados. Para seguir na competição, o Rubro-Negro baiano tem a difícil missão de reverter um placar de 2×1, construído na primeira partida.
Pela classificação direta, o Vitória precisa da força dos 30 mil torcedores presentes no Barradão para vencer por dois gols de diferença. Caso vença por apenas um gol, a decisão vai para os pênaltis. Empate ou qualquer revés classifica o Flamengo e elimina o Colossal.
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127 anos do Leão
O Club de Cricket Victória foi fundado em 13 de maio de 1899, quando os irmãos Arthur e Arthêmio Valente reuniram um grupo de amigos no Corredor da Vitória. Como quase todos residiam no bairro, optaram pelo nome Victória, sob forte influência da língua inglesa na época e por se tratar de uma equipe de críquete, esporte muito disputado pela colônia britânica que residia em Salvador.
Essa modalidade esportiva agradava os baianos da época, mas apenas os ingleses praticavam. Dessa forma, restava aos brasileiros a tarefa de buscar e repor as bolas no campo, como gandulas privilegiados.
Em outubro de 1901, José Ferreira Júnior, conhecido como Zuza, retorna da Inglaterra trazendo para a Bahia a primeira bola de futebol e um livro de regras. Assim, ele reuniu amigos que jogavam críquete e promoveu o primeiro “baba” registrado em Salvador, no Campo da Pólvora.
Anos depois, Zuza chegou a jogar pelo Victória em partidas amistosas. Logo em 1902, o Victória adotou o futebol como modalidade, assim como o atletismo, a natação e o remo. Ainda nesse ano, a agremiação muda de nome para Sport Club Victória, pois o críquete já não era o único esporte praticado, e adota as cores vermelho e preto por sugestão do Sr. Cesar Godinho Spínola, vindo do Rio de Janeiro.
Naquele ano, os remadores do clube conseguiram um feito inesquecível, ao sair do Porto da Barra até o Porto dos Tainheiros, em Itapagipe. O fato teve grande repercussão e originou o apelido de Leões da Barra para os atletas. Mais tarde, seria adotado pelos próprios torcedores rubro-negros.
Profissionalização
A história do Vitória começou a mudar na gestão do presidente Luiz Martins Catharino Gordilho. Ao lado de Alfredo Miguel e Jorge Corrêa Ribeiro, ele implantou o profissionalismo no clube em 1953.
O primeiro título da ‘era profissional’ ocorreu em março de 1954: o Campeonato Baiano de 1953. Esse foi o primeiro disputado inteiramente na Fonte Nova, inaugurada três anos antes. A conquista rubro-negra, portanto, foi sacramentada com o triunfo por 3 a 0 ante o Botafogo.
Juvenal, segundo maior artilheiro da história do clube com 151 gols, e Quarentinha, que mais tarde chegaria à Seleção Brasileira, faziam parte da equipe comandada pelo técnico Volante. O Leão repetiria a dose com os títulos logo depois, nos anos de 1955 e 1957.
