Início Esporte “Uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol”, dispara Alisson

“Uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol”, dispara Alisson

A dois dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo, o goleiro Alisson falou sobre a instabilidade defensiva da equipe
Foto: Divulgação/FIFA

A dois dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo, o goleiro Alisson falou, em entrevista coletiva, sobre a instabilidade defensiva da equipe. O time de Carlo Ancelotti sofreu gols nos quatro amistosos de 2026, três apenas nos dois últimos testes antes do Mundial.

“A gente não quer isso. Eu, como goleiro, sou o primeiro que sai da partida insatisfeito com o fato de ter sofrido gols. Acho que uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol, o adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol”, declarou.

“A gente está tentando criar essa mentalidade aqui. Os amistosos tiveram um caráter de preparação, de testes, escolhidos pelo mister. Acho que dos três gols que sofremos dois eram completamente evitáveis. E a gente conversou sobre o que tinha que ter sido diferente, até mesmo no gol de falta”.

Apesar disso, o arqueiro considera positivo o fato da equipe apresentar esses problemas em partidas anteriores à Copa do Mundo para evitar a repetição dos erros durante a competição.

“Buscamos olhar também pelo lado positivo que aconteceu nos amistosos para não acontecer na Copa do Mundo. Nos dá oportunidade de corrigir aquilo que tem ser corrigido. Às vezes se a bola desvia e não entra por algum fato não tem tanta atenção em cima disso, mas quando nos custa um gol temos que estar muito ligados nisso. Esse aspecto defensivo é extremamente importante na Copa do Mundo, uma competição de tiro curto. Nós queremos ter uma defesa sólida, uma equipe que defende junto, totalmente focado em não sofrer gols. Depois a gente sabe que vai criar chances e ter oportunidades. Nos deixou desconfortáveis nos amistosos, mas são coisas que ajustamos agora para a Copa”.

Oscilações e críticas

O goleiro também abordou as oscilações do Brasil durante o ciclo que antecedeu a disputa da Copa do Mundo de 2026, comparando com as preparações para as edições de 2018 e 2022.

“Eu acho que todos os períodos tiveram suas características. É inegável que esse último foi muito difícil. Sentimos na pele a dificuldade que tivemos, por vários fatores. Mas o mais importante é o momento em que nos encontramos agora. Desde a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele carrega uma presença muito forte e nos dá essa tranquilidade de um ambiente focado no trabalho, sem polêmicas ou outras questões. Dentro de tudo isso, que aconteceu, o mais importante é o momento que nos encontramos agora. É isso que importa. O momento que a equipe vai para disputar o primeiro jogo”.

Alisson comentou, ainda, as críticas que sofre por parte dos torcedores, tratando-as como dentro do esperado. Para eles, são consequência do jejum de 24 anos que o Brasil vive sem vencer a Copa do Mundo.

“Naturais. As cobranças são naturais. Injustas ou não, faz parte do futebol e do pacote que é vestir essa camisa. Os torcedores querem que quem vista essa camisa conquiste títulos. Eu já experimentei isso conquistando uma Copa América, mas nada se compara a conquistar uma Copa do Mundo. Esse é o objetivo. As críticas vêm por isso também, por não termos ganhado nas outras oportunidades”.