O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, comentou neste domingo (14) os impactos de questões políticas sobre a equipe às vésperas da estreia na Copa do Mundo contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. O tema surgiu após uma pergunta relacionada à declaração de uma autoridade iraniana que defendia que a seleção deixasse o campo em caso de protestos políticos durante as partidas.
No fim da entrevista coletiva, um jornalista foi impedido por um integrante da FIFA de concluir a pergunta sobre o assunto. Ao responder de forma indireta, Ghalenoei afirmou: “Sem dúvidas, esse tipo de comportamento irá impactar negativamente o espírito do futebol, porque o que ele tem que trazer as nacionais e as culturas juntos. Olha, se ganhamos ou se perdemos, é um sentimento pessoal, mas o futebol, como um jogo, é uma alegria”.
O treinador também agradeceu aos jornalistas pelas perguntas e disse que a situação tem afetado a concentração da equipe. “Mas por causa dessas condições, eles têm impactado nosso foco, nosso foco técnico. Estou muito feliz de ter ouvido suas perguntas, porque isso só mostra que vocês entendem o que estamos passando”, declarou.
Além das questões políticas, a seleção iraniana enfrentou mudanças na preparação para o Mundial. Restrições de vistos impediram que a delegação se concentrasse nos Estados Unidos, levando a equipe para Tijuana, no México. Segundo Ghalenoei, a mudança de local de treinamento e a ausência de 11 integrantes da delegação impactaram o planejamento, embora o treinador tenha ressaltado que o grupo pretende “fazer o seu melhor” na competição.
