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Incêndio na COP30 vira alvo de desinformação e é ligado falsamente a presente chinês

Incêndio na Zona Azul da COP30 - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O incêndio desta quinta-feira (20) que atingiu um estande da Comunidade da África Oriental, na Zona Azul da COP30, em Belém (PA), passou a ser usado nas redes sociais para disseminar conteúdos falsos que associam o episódio à estátua presenteada pela China ao Brasil para a conferência. As chamas atingiram parte do Pavilhão da África e foram controladas sem registro de feridos. A causa do fogo segue em apuração, e ainda não há previsão de retomada das atividades na área.

Apesar de o incêndio ter ocorrido no espaço dedicado a países africanos, postagens no X (antigo Twitter) afirmaram que o incidente teria começado no pavilhão chinês ou “próximo” a ele, como publicou o site Gazeta do Povo. Perfis também sugeriram, sem evidências, que o episódio seria uma “resposta espiritual” à obra chinesa instalada na conferência. Em um dos posts, um usuário escreveu: “Incêndio em um dos pavilhões da COP30 em Belém-PA. Seria a ‘resposta’ à estátua presenteada pela China em formato demoníaco para a COP30?”.

Relatos de participantes presentes no momento do incêndio mostram que a evacuação ocorreu de forma espontânea. Marcelo Rocha, diretor executivo do Instituto Ayika, que se apresentaria no pavilhão ao lado, disse à Agência Pública que não ouviu sirenes de emergência. “Não teve aviso de saída, a gente que começou a se organizar. Foram civis que pegaram os extintores e tentaram resolver o incêndio”, afirmou.

A circulação de boatos ganhou força após críticas de influenciadores religiosos e perfis políticos à obra oferecida pela China, descrita como “Espírito Guardião Dragão-Onça”. Publicações classificaram a peça como “demoníaca” e sugeriram associação do incêndio ao governo chinês, embora não haja qualquer indício que relacione os fatos. A Defesa Civil e a organização da conferência ainda não divulgaram atualizações sobre a origem do incidente.