
Leandro de Jesus reinventa a medicina
Em brilhante exercício de diagnóstico médico-jurídico, o deputado Leandro de Jesus (PL) atribuiu a um ministro do STF o poder de induzir neoplasias. A ciência mundial, que teima em citar fatores como genética e exposição solar, é agora desmascarada pelo deputado bolsonarista: o verdadeiro causador do câncer de pele é a “perseguição política”. Resta saber se a próxima atualização do CID incluirá, entre suas entradas, a “Síndrome de Alexandre de Moraes”. A Associação Médica Brasileira, pasma, deve estar revendo todos os seus protocolos.
Marcinho igual a Carleto?
Em mais um capítulo do truncado romance político baiano, o deputado estadual Marcinho Oliveira, deus as costas para ACM Neto. A imprensa local não esquece que Marcinho disse que só sairia do UB, caso o seu padrinho político, Elmar Nascimento, também saísse. Marcinho assume a presidência do PRD. E esta Confraria tem a impressão de que Marcinho pode estar preparando o terreno para uma eventual acomodação de Elmar. É a escola Ronaldo Carletto no Avante preparando terreno para Rui Costa, fazendo aprendiz?
A ascensão estratégica do Avante para Rui?
Os resultados das eleições municipais de 2024 na Bahia consolidaram uma profunda reconfiguração no tabuleiro político estadual, marcada pela ascensão meteórica do Avante. O partido, que possuía apenas quatro prefeitos, expandiu sua base para aproximadamente sessenta municípios, assumindo a segunda posição no ranking partidário estadual. Esse movimento conduzido pelo ex-progressista Ronaldo Carletto é amplamente atribuído a uma estratégia orquestrada pelo ministro Rui Costa, que, após romper com o PP nas eleições de 2022, redirecionou os prefeitos dos “Progressistas” para uma nova legenda. Acredito que em 2026 a chapa será Jerônimo, Wagner e Rui Costa, no Avante.
A opção Marcell Moraes, pasmem

Em um audacioso movimento de reformulação, o PRD parece confundir o Senado Federal com um canilândia. Marcell Moraes, cujo foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, agora é a aposta do PRD, partido do novo presidente Marcinho Oliveira, para uma vaga no Senado. É o que se chama de “resiliência democrática” – ou apenas a velha máxima de que, na política, nenhum osso fica sem dono por muito tempo. Marcell carrega algumas polêmicas em seu currículo. É acusado de agredir uma mulher em frente ao Hospital Veterinário, já chutou um idoso que teria agredido cachorro. O homem é tão bom que a própria irmão, a vereadora Marcelle Moraes, pediu na Justiça, uma Medida Protetiva de Urgência, com base na Lei Maria da Penha, contra ele. O eleitor baiano, é claro, “agradece” ao deputado Marcinho Oliveira, a “generosa” oferta de opções.
A lição da presidente da ALBA

Em um notável exercício de invisibilidade, boa parte dos 63 deputados estaduais baianos parecem ter elevado o absentismo à categoria de arte. Enquanto a Assembleia Legislativa funciona, suas cadeiras permanecem poeticamente vazias, em um silencioso protesto contra a obrigação de, bem, legislar. Em nítido contraste, a presidente Ivana Bastos conduz a Casa com uma dedicação que beira o prodígio, comparecendo não apenas às sessões, mas imergindo no trabalho das comissões, eventos no auditório Jorge Calmon e até nas atividades da Escola do Legislativo. Sua presença, meticulosa e constante, serve como um lembrete solitário de que o palácio é, em tese, um local de trabalho. Enquanto a maioria trata o mandato como um cargo de confiança à distância, a presidente demonstra, com irrefutável assiduidade, que a política também se faz estando presente. Um exemplo que, infelizmente, soa como um sermão para ouvidos surdos.
O arrependimento tardio de quem só enxerga o próprio umbigo
A repentina enxurrada de “arrependimentos” de deputados federais pela votação da PEC da Blindagem, ou como o povo tem chamado PEC da Bandidagem, é a mais cínica das encenações políticas. Eles não se comoveram com a imoralidade do conteúdo – que privilegia uma casta intocável, mas sim com a fúria legítima da sociedade, que não engoliu o absurdo de blindar corruptos. Se o povo brasileiro não tivesse reagido com indignação massiva nas redes sociais e pressionado de forma incisiva, esses mesmos parlamentares seguiriam tranquilamente em sua cruzada pela impunidade, achando que ninguém notaria o conchavo. O “peso na consciência” só apareceu quando o preço político ficou claro. As desculpas esfarrapadas – de “ameaças” a “escolhas difíceis” – soam como justificativas de quem foi pego com a mão na massa e agora tenta limpar a imagem. Que fique a lição: a vigilância popular é o único freio real a esse parlamento que insiste em trabalhar contra o interesse da nação.
A UFBA e o espetáculo da barbárie
O que deveria ser um espaço de produção do conhecimento e promoção da cultura, a UFBA se transformou no palco de uma selvageria inaceitável. Uma pancadaria generalizada tomou conta de uma festa paredão dentro do Campus Ondina, expondo a falência moral de quem confunde liberdade com libertinagem e força com violência. Esses indivíduos, à sombra de uma instituição centenária, agem como marginais, não como estudantes. E o silêncio ensurdecedor da Reitoria que ainda não se manifestou? O debate social e científico está sendo sufocado pela depredação da estrutura física. Parte por falta de verba graças aos cortes do Governo Federal. E parte desta depredação praticadas pelos próprios estudantes. Agora surge esse novo elemento que é a depredação moral com músicas no paredão que depreciam a educação sexual e principalmente a mulher. Se a UFBA não recuperar urgentemente sua autoridade e seu propósito, seu prestígio histórico se reduzirá a um epitáfio de uma instituição que calou perante a própria barbárie.
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Controle responsável e sanções Severas ou a vingança as margens da lei?
A onda de ataques envolvendo cães da raça Pitbull, frequentemente divulgada pela mídia, evidencia uma crise de posse irresponsável. A solução? A criação e aplicação de uma legislação rigorosa que responsabilize criminal e civilmente os proprietários. Donos que negligenciam a guarda segura, a socialização e o uso de equipamentos de controle (como focinheiras) em espaços públicos devem ser punidos com multas avultadas, perda da guarda do animal e até pena de prisão em casos graves. O caminho civilizado é combater a irresponsabilidade humana. Mas do jeito que a situação anda, querem apelar para uma pena de execução dos animais que apenas são produto da irresponsabilidade dos donos? Defender a pena de morte para cães é um retrocesso primitivo. Mas em horas que há de se pensar. A raiz do problema mesmo é a delinquência social de donos que criam feras, não pets.
A ditadura dos duplos padrões bolsonarista
Em um espetacular exercício de miopia seletiva, bolsonaristas brasileiros, ardentes defensores de Donald Trump, se clamam diante das sanções internacionais contra o Brasil, alegando viverem aqui, sob uma “ditadura”. A ironia, evidentemente, se perde em seu raciocínio peculiar. Enquanto isso, seu ídolo, nos EUA, reage a críticas demitindo apresentadores, pressiona veículos a obter autorização prévia do Pentágono para publicar notícias e lidera um país que, solenemente, vota contra a paz o cessar-fogo em Gaza. Permitindo assim ainda mais mortes de crianças e mulheres inocentes. É de se admirar à alopração desses bolsonaristas denunciam um suposto autoritarismo fictício em casa, mas apoiam entusiasticamente um líder que pratica, à luz do dia, a censura e a truculência política que tanto dizem temer. Talvez o problema não seja a ditadura, mas sim de qual lado ela supostamente vem – e quem paga o patrocínio de suas viagens à Mar-a-Lago. A coerência, essa sim, parece estar sob regime de exceção.
