Um adolescente de 14 anos foi morto a tiros após correr de policiais militares em Cambé, no Norte do Paraná. Identificado como Luan Henrique dos Santos Leite, o garoto estava com um amigo no momento da abordagem. Um vídeo registrou o momento.
De acordo com as imagens, Luan e o amigo corriam quando os policiais chegam nas viaturas. Em seguida, os agentes saem do carro e é possível ouvir o barulho dos tiros. O adolescente continua correndo e, logo depois, cai no chão, atingido. Ele morreu no local.
De acordo com a Polícia Militar (PM-PR), o jovem estava armado e houve um confronto. Apesar disso, familiares e amigos afirmam que Luan foi vítima de uma execução, se baseando nas imagens.
Quando abordado pelos policiais, Luan pilotava uma moto. O amigo dele, também adolescente, seguia na garupa. A avó de Luan, Marilene Maria da Silva, disse que o neto estava em uma lanchonete quando um amigo pediu para que ele levasse a moto, pois estava com o pé machucado.
“Eles trocaram de lugar. O Luan pegou a moto e o amigo montou atrás. Na hora em que eles viram a polícia, ele [Luan] correu de medo, mas eles [policiais] foram seguindo ele quase a cidade de Cambé toda”, disse a avó.
Marilene garante que o neto não tinha nenhuma passagem criminal ou envolvimento com o crime. Além disso, ela afirmou que Luan o neto não estava armado. A polícia não informou se o adolescente tinha algum histórico de atividade criminal.
“Era uma infração de trânsito e transformaram isso em uma execução”, disse Marilene.
Desdobramentos
O coronel da Polícia Militar (PM-PR), Emerson Castro, disse que o caso está em apuração, de forma imparcial.
Já a Polícia Civil (PC-PR) instaurou um inquérito para investigar a conduta dos policiais. O delegado Ricardo Trinkel, responsável pelo caso, informou que amigos e parentes do adolescente morto foram ouvidos. Agora, ele espera os agentes envolvidos para prestar depoimento.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que “toda morte decorrente de intervenção policial é apurada com rigor e transparência, com acompanhamento do Ministério Público do Paraná e do Poder Judiciário”
