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Alemanha é a maior vítima de ataques cibernéticos na União Europeia, aponta Microsoft

Golpe Cibernético - Foto: Joédson Alves/Agẽncia Brasil

A Alemanha foi o país da União Europeia que mais sofreu ataques cibernéticos no primeiro semestre de 2025, segundo o Relatório de Defesa Digital 2025, divulgado nesta quinta-feira (16/10) pela Microsoft.

De acordo com o levantamento, 3,3% de todas as ações criminosas globais de hackers foram direcionadas a alvos alemães. No ranking mundial, o país aparece em quarto lugar, atrás dos Estados Unidos (24,8%), Reino Unido (5,8%) e Israel (3,5%).

O estudo mostra que 11% dos ataques a usuários europeus ocorreram em território alemão. A maioria das invasões foi realizada por meio de ransomwares (52%), softwares usados para sequestrar dados e exigir pagamentos de resgate. Casos de espionagem representam 4% das ações.

Segundo a Microsoft, infraestruturas críticas, como hospitais e administrações municipais, estão entre os principais alvos. Essas instituições são consideradas mais vulneráveis devido ao uso de sistemas desatualizados e à limitação de recursos para responder aos ataques.

O relatório também aponta que hackers tentam comercializar dados confidenciais de instituições públicas em mercados ilegais na internet.

As ameaças cibernéticas, segundo a empresa, têm origem principalmente em quatro países: Rússia, China, Coreia do Norte e Irã. Hackers russos focam em alvos ucranianos e em países da Otan. Grupos da Coreia do Norte e do Irã utilizam ransomwares para extorsão, enquanto ataques provenientes da China priorizam o roubo de informações sigilosas por meio de espionagem.

A Microsoft afirma ainda que especialistas em tecnologia da Coreia do Norte atuam no Ocidente e enviam recursos financeiros ao regime do país.

O relatório destaca que 99% dos ataques cibernéticos poderiam ser evitados com o uso de autenticação multifatorial, mecanismo que exige uma segunda forma de verificação de identidade, como mensagem de texto, aplicativo, impressão digital ou reconhecimento facial.