Alvo de suspensão pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a plataforma Discord enviou esclarecimentos para agência, após a ferramenta de transmissão ao vivo ser desativada no Brasil. A medida é preventiva e estabelece prazo de três dias úteis para que a plataforma cumpra a determinação.
De acordo com o g1, o documento enviado pelo Discord afirma que a plataforma trabalha para que o “ambiente digital seja seguro e saudável, rechaçando qualquer prática de violência, automutilação ou incitação a atos lesivos”.
A situação veio à tona, após o caso envolvendo uma menina de 13 anos de idade, que teria sido induzida, por um grupo de adolescentes, a cometer suicídio durante uma transmissão na plataforma.
O Discord alega que a criptografia na plataforma impediu bloqueio de conteúdo, e diz que análises técnicas apontam que o “ato final de suicídio não ocorreu na plataforma”.
Dois mecanismos de controle foram citados pela plataforma no documento: verificação de idade e controle parental. Sobre o caso da menina de 13 anos, o Discord alegou que as transmissões ocorreram em um grupo privado e que agiu rapidamente depois de ser comunicado pela polícia.
A empresa alega que depende de denúncias de usuários, inteligência artificial e avisos das autoridades para que o ambiente permaneça seguro. Também foi solicitado que a ANPD trate a situação como um caso isolado, sustentando que adotou todas as medidas de emergência cabíveis.
