O CEO do instituto de pesquisa AtlasIntel, Anderi Roman, se manifestou através das redes sociais após a suspensão da pesquisa encomendada pelo Atlas, nesta segunda-feira (08). O estudo apontou queda acentuada das intenções de voto do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
Após um pedido do PL, Partido Liberal, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, determinou a suspensão da pesquisa divulgada em abril. O argumento foi que o questionário estaria induzindo respostas que prejudicaram o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “extrapolando o papel de verificação da opinião pública”.
“Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orban na Hungria, fomos atacados pela direita. A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo. A realidade que se impõe hoje é que não existe uma empresa de pesquisa a nível global com a trajetória que a AtlasIntel construiu. Depois de cada ataque injusto, a AtlasIntel se consolidou mais e é justamente isso que vai continuar acontecendo”, escreveu.
Em sua decisão, Nunes Marques citou o caso que envolve o filme biográfico de Bolsonaro, Dark Horse, e o Banco Máster. De acordo com o presidente do TSE, há elementos que indicam indução para a contaminação das respostas. A decisão liminar deve ser levada a referendo na sessão colegiada do TSE, nesta terça-feira (09).
