O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (18), em Brasília, e inclui o conglomerado prudencial Pleno, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial.
Segundo o Banco Central, o conglomerado detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional. A decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da liquidez, além de infringência a normas e descumprimento de determinações da autoridade monetária.
Até meados de 2025, o Banco Pleno integrava o conglomerado do Banco Master, anteriormente denominado Banco Voiter. O Master é investigado na Operação Compliance Zero, que apura a concessão de créditos considerados irregulares, incluindo tentativa de compra pelo Banco de Brasília. As investigações apontam que as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. O Banco Pleno é comandado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.
O Banco Central informou que poderá adotar outras medidas para apurar responsabilidades e, caso irregularidades sejam confirmadas, aplicar sanções administrativas e comunicar autoridades competentes. Entre as medidas está a indisponibilidade de bens de controladores e administradores do conglomerado.
Em comunicado, o Banco Pleno informou possuir cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis à garantia do Fundo Garantidor de Créditos, que somam R$ 4,9 bilhões. A instituição declarou que os pagamentos seguirão o regulamento do FGC, com limite de R$ 250 mil por credor, e orientou que o processo seja acompanhado por meio do aplicativo da entidade.
