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Banco Pleno, do baiano Augusto Lima, tem liquidação decretada pelo BC

Executivos do Banco Master, Pleno e Will Bank visitaram o Banco Central 73 vezes
Banco Central - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, integrantes do mesmo conglomerado prudencial. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (18), em Brasília, e atinge uma instituição classificada como de pequeno porte dentro do Sistema Financeiro Nacional.

De acordo com a autoridade monetária, o grupo representa apenas uma fatia reduzida do mercado, com cerca de 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações do sistema financeiro. Mesmo assim, a medida foi tomada após a constatação de agravamento na situação econômico-financeira do banco, com problemas de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.

O Banco Pleno tem como principal dirigente o baiano Augusto Ferreira Lima, que já ocupou cargos de liderança no Banco Master. A instituição, inclusive, fez parte do conglomerado do Banco Master até meados de 2025. O banco de origem do grupo é alvo de investigações na chamada Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades na concessão de créditos.

Com a liquidação, o Banco Central também determinou a indisponibilidade dos bens de controladores e ex-administradores do conglomerado. A medida atinge empresas ligadas ao grupo e nomes como Augusto Ferreira Lima, Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Bueno Vorcaro e Felipe Wallace Simonsen, além de outros ex-gestores.

Em comunicado ao mercado, o Banco Pleno informou que possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis à garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que somam aproximadamente R$ 4,9 bilhões. O banco afirmou que os pagamentos serão feitos conforme as regras do fundo, com limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

A instituição também orientou os clientes a utilizarem o aplicativo do FGC para acompanhar o processo e solicitar os valores, assim que a relação de credores for disponibilizada pelo liquidante. Segundo o banco, o procedimento será realizado de forma digital e gradativa.

O Banco Central ainda informou que outras medidas podem ser adotadas ao longo das investigações e que, caso irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis poderão sofrer sanções administrativas e comunicações a outros órgãos competentes.