O conflito entre Irã e Israel ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (12), no 13º dia de confrontos. As forças iranianas anunciaram ataques contra bases militares israelenses e também contra estruturas de segurança do país, além de operações contra instalações petrolíferas na região do Golfo Pérsico.
Segundo informações divulgadas pelo Exército iraniano, os alvos incluíram as bases aéreas de Palmachim Airbase e Ovda Airbase. O governo de Teerã também afirmou que drones armados atingiram a sede do Shin Bet, o serviço de segurança interna israelense. Ao mesmo tempo, cerca de 200 mísseis e foguetes foram disparados contra regiões do norte e do centro de Israel em uma ação coordenada entre o Irã e o grupo libanês Hezbollah.
Apesar da intensidade dos ataques, autoridades israelenses informaram que não houve registro de mortes no território atingido, embora uma residência tenha sido destruída no vilarejo de Haniel. Em resposta, o Exército de Israel realizou bombardeios contra posições do Hezbollah no Líbano, atingindo alvos no distrito de Dahieh, ao sul de Beirute, além de uma base ligada à chamada Força Radwan.
Os confrontos também provocaram vítimas no território libanês. De acordo com autoridades de saúde do país, pelo menos oito pessoas morreram e outras 31 ficaram feridas após ataques israelenses no sul do Líbano. O governo local informou ainda que cerca de 780 mil moradores já foram deslocados de suas casas desde o início das hostilidades.
Paralelamente aos ataques militares, a crise se espalhou pela região do Golfo. O Irã foi acusado de atingir depósitos de combustíveis no Bahrein e no porto de Salalah, em Omã, além de lançar drones contra o campo petrolífero de Shaybah Oil Field, na Arábia Saudita. Também foram registrados ataques contra navios próximos à costa do Iraque e na região do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
O bloqueio dessa passagem marítima já provoca reflexos na economia mundial. O preço do petróleo voltou a ultrapassar os 100 dólares por barril, enquanto países da Agência Internacional de Energia anunciaram a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para tentar conter a crise de abastecimento.
Em meio à escalada do conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a situação na região deve ser controlada em breve e que forças americanas realizaram ataques contra embarcações iranianas suspeitas de instalar minas marítimas. Ainda assim, autoridades iranianas indicaram que não há previsão para o fim das hostilidades e que novas ofensivas podem atingir interesses ocidentais no Oriente Médio.
