A turismóloga pernambucana Maria Eugênia Carvalho, de 61 anos, protagonizou uma discussão com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador Flávio Bolsonaro, durante o segundo turno das eleições presidenciais, no domingo (25). O confronto ocorreu em uma seção eleitoral do Miami Dade College, na Flórida, nos Estados Unidos, e viralizou nas redes sociais.
Nas imagens que circulam na internet, Maria Eugênia se aproxima de Eduardo, que estava acompanhado por um grupo de apoiadores, e grita frases como “Eduardo fugitivo” e “volta para o Brasil”.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025 e teve o mandato parlamentar cassado por excesso de faltas. Em junho deste ano, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado que também levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Uma pernambucana discutiu com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante a votação do segundo turno em Miami, nos Estados Unidos, neste domingo (25). Em entrevista ao Diario de Pernambuco, a olindense Maria Eugênia Carvalho, de 61 anos, disse estar com a “alma lavada”.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Maria Eugênia confronta Eduardo Bolsonaro em meio a outros eleitores brasileiros. Apoiadora do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela usava uma camisa vermelha e levava a bandeira do Brasil nas costas.
“Eu já tinha visto pelas varandas que ele tinha chegado, e o povo gritando: ‘Lula ladrão, teu lugar é na prisão’. Quando eu fui sair da seção, comecei a ouvir: ‘Volta pro Brasil, vai pra Nicarágua, comunista’. Fui ficando muito instigada e, quando eu desci, dei de cara com um grupo em volta dele, filmando tudo. Aí eu gritei enquanto andava”, contou.
Segundo a olindense, Eduardo apenas respondeu fazendo um sinal de coração com as mãos. “Bem debochado, bem típico”, acrescentou.
“Em momento nenhum eu tive medo, tanto que no vídeo você vê um policial olhando para mim, tranquilo. Estou dentro do meu direito, como eles tiveram direito de se manifestar. Não senti medo, não me arrependo. Estou de alma lavada, de ter visto esse traste miliciano e poder gritar tudo que estava entalado dentro de mim”, declarou.
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Vídeo: Reprodução/Redes Sociais
— Diario de Pernambuco (@DiarioPE) October 25, 2026
Pernambucana relata confronto com Eduardo Bolsonaro
Em entrevista ao g1, Maria Eugênia contou que já havia votado quando a discussão aconteceu, mas permaneceu no local para apoiar eleitores que não queriam comparecer sozinhos à votação. Ela vive há oito anos nos Estados Unidos com o marido, que é jornalista, e participava de uma mobilização em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos.
A brasileira afirmou que passou a noite anterior apreensiva com a movimentação política e que decidiu confrontar Eduardo ao vê-lo no local.
“Eu não dormi do sábado para o domingo com medo. Estava na mobilização incrível com o ‘Exército de Lula’, comandado por Janones, estava muito instigada, com adrenalina danada, e, quando eu vi aquele cara, na minha frente, de frente para um fugitivo, chamando Lula de ladrão, eu disse: ‘ah, não, eu vou lá’”, relatou.
Eduardo Bolsonaro reagiu com deboche, diz brasileira
Segundo Maria Eugênia, a discussão aconteceu durante a manhã. Ela afirmou que Eduardo reagiu às provocações fazendo um gesto de coração com as mãos, atitude que interpretou como deboche.
“Ele fez coraçãozinho pra mim. Aquela arrogância”, contou.
A pernambucana também disse que não teve medo de sofrer agressão física durante o confronto. Segundo ela, a presença de policiais no local contribuiu para sua sensação de segurança.
“O policiamento é muito grande. Tanto que, no vídeo, você vê o policial olhando, mas eles não podem tocar em mim. Diferente do Brasil, que tem uma agressão física, aqui ninguém pode tocar em você. Então, assim, eu estava muito tranquila”, afirmou.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais por envolver Eduardo Bolsonaro em meio à votação de brasileiros nos Estados Unidos e à mobilização de eleitores em apoio a Lula no segundo turno presidencial.
