O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentaram, nesta quarta-feira (27), os efeitos da nova federação formada entre União Brasil e Progressistas (PP), chamada de União Progressista. O encontro aconteceu durante audiência no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Bruno Reis afirmou que a aliança já vinha sendo discutida há algum tempo e reforça a dinâmica da política de coalizão.
“Nesse caso específico do União Brasil e do Progressistas, que agora compõem uma federação, a gente lá atrás já defendia essa posição, sempre respeitou essa dinâmica do Legislativo, de um governo de coalizão, da necessidade de se fazer maioria.”
O prefeito destacou ainda que a federação pode redesenhar o cenário político no país. “As indicações que a União Brasil tem ainda no governo federal eram indicações de parlamentares […]. É natural, se esse partido não vai seguir com o projeto de reeleição do presidente Lula, que possa seguir outro caminho. Essa posição, que já era antiga e defendida por ACM Neto, continua sendo mantida e tende a ser a da maioria do partido.”
Já o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a federação não altera a estratégia do PT, nem muda o perfil de diálogo do presidente Lula.
“Não há coligação, não há federação ou partidos que amedrontem ou que facilitem. O presidente Lula continua com o vigor de fazer diálogos. Todo mundo que acompanhou os seus mandatos sabe que ele é um homem de franqueza e proximidade.”
Jerônimo também reforçou que a Bahia seguirá as orientações nacionais, mas com espaço para definir caminhos próprios.
“A orientação nacional servirá também para nós, porque acaba sendo a federação acompanhando aqui no estado e nos municípios. Vamos aguardar o que vai acontecer para que o presidente Lula se oriente e para que a gente também tenha a nossa posição na Bahia.”
*Com informações da repórter Sandra Mercês
