Enquanto a região Sul registra temperaturas baixas, o restante do país enfrenta um calor intenso, com termômetros marcando acima de 37°C em diversas cidades. No último domingo (20), Oeiras (PI) registrou a temperatura mais alta do país: 38,5°C. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas de baixa umidade relativa do ar para mais de 1.300 municípios em 13 estados, aumentando os riscos de incêndios florestais e problemas de saúde.
Umidade atinge níveis críticos
Diversas cidades já registraram umidade relativa do ar abaixo de 15%, como Araguaçu (TO) e Goiás (GO). A situação deve piorar ao longo da semana, com previsão de temperaturas ainda mais altas e umidade caindo para patamares próximos aos do deserto do Saara (entre 14% e 20%). Estados como Mato Grosso, Tocantins e Minas Gerais podem ter índices inferiores a 13%, configurando situação de perigo à saúde.
Calor intenso se estende por várias regiões
Até sábado (26), o calor extremo deve persistir no Centro-Oeste, Norte, Nordeste e até em partes do Sudeste, como o Triângulo Mineiro e o norte de São Paulo. Algumas localidades podem registrar máximas próximas a 40°C. A ausência de frentes frias significativas em julho faz com que as altas temperaturas e a secura do ar continuem dominando o clima no país.
Riscos à saúde aumentam
Umidade abaixo de 30% já exige cuidados, como hidratação constante e proteção contra o sol. Com índices tão baixos, os efeitos incluem ressecamento da pele, irritação nos olhos e vias respiratórias, além de dores de cabeça. Idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias são os mais afetados, necessitando de atenção redobrada.
Sem alívio até agosto
As previsões indicam que as temperaturas acima da média e a umidade baixa devem persistir até o final de julho. Apenas em agosto uma frente fria mais abrangente pode trazer algum alívio. Enquanto isso, a recomendação é evitar exposição prolongada ao sol, manter-se hidratado e umidificar ambientes fechados.
