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Candidata à presidência de Portugal critica plano dos EUA de assumir controle da Venezuela

Candidata à presidência de Portugal - Foto: Instagram

A eurodeputada portuguesa e candidata à presidência de Portugal, Catarina Martins (Bloco de Esquerda), criticou o ataque anunciado pelos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que a ação viola o direito internacional. Segundo ela, trata-se de uma ocupação com interesses econômicos ligados à exploração do petróleo venezuelano.

“Invadiram um país soberano e raptaram um chefe de Estado. É Trump que explica, a quem tenta justificar o injustificável, que isto não é sobre democracia ou liberdade. É mesmo uma ocupação para explorar o petróleo venezuelano. Trump tem de ser travado”, afirmou.

A declaração foi feita durante visita ao Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, em Olhão, no sul de Portugal, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que os Estados Unidos vão “dirigir a Venezuela” até a conclusão de uma transição de poder, após um ataque realizado durante a madrugada.

Para Catarina Martins, a comunidade internacional precisa reagir. “Se a comunidade internacional não condenar o plano de Donald Trump e não reagir, estará a dizer que em qualquer ponto do mundo todas as ocupações são legitimadas”, disse.

A eurodeputada reconheceu problemas no governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, mas afirmou que isso não justifica uma intervenção militar estrangeira. “Sabemos que o regime de Nicolás Maduro era um regime muito desfeito, não há nenhuma dúvida sobre isso, mas nada disso legitima o que Donald Trump está a anunciar”, declarou.

Catarina Martins defendeu que “os venezuelanos têm direito ao seu futuro” e afirmou que a comunidade internacional deve exigir a retirada das tropas norte-americanas do território venezuelano.

Ela também alertou para possíveis precedentes no cenário internacional. “Se aceitarmos que Donald Trump pode ocupar a Venezuela e ficar com o seu petróleo, estaremos a aceitar que isto pode acontecer em qualquer parte do globo”, afirmou.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos anunciou um ataque na Venezuela com o objetivo de capturar o presidente Nicolás Maduro, que teria sido retirado do país. O governo venezuelano denunciou uma agressão militar após explosões registradas em Caracas e decretou estado de exceção. Em pronunciamento oficial, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão assumir a condução do país até a conclusão de uma transição de poder e admitiu a possibilidade de novas ações militares.

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