Durante sessão especial que relembrou os 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, o presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, destacou os avanços na reforma agrária e anunciou novas entregas de áreas para assentamentos na Bahia.
A data marca um dos episódios mais violentos da luta pela terra no Brasil. Em 17 de abril de 1996, trabalhadores rurais foram mortos durante uma ação policial no Pará, o que até hoje simboliza a resistência dos movimentos do campo.
Ao comentar o tema, Jeandro relembrou a importância do momento. “Essa é uma homenagem aos mártires de 17 de abril de 1996, quando trabalhadores foram brutalmente assassinados pela PM do Pará. Foram 19 no local e mais dois que morreram depois no hospital, totalizando 21”, afirmou.
Segundo ele, a luta por reforma agrária continua atual. “Os trabalhadores seguem em marcha em busca do propósito daquele momento, que era uma reforma agrária urgente, popular e que produza alimentos saudáveis”, disse.
O presidente da CAR também destacou ações recentes na Bahia, com avanços na destinação de terras. “Aqui no estado, estamos avançando. Já desapropriamos alguns imóveis e, neste momento, estamos fazendo três entregas de áreas para o MST”, explicou.
De acordo com Jeandro, uma das áreas fica no município de Adustina, conhecida como Fazenda Nova. Outra envolve uma área da antiga Ceplac, em Itajuípe, que está sendo transferida para o Incra. A terceira é a Fazenda Pombo Roxo, que pertencia à Suzano e está em fase final de aquisição.
A previsão é que as áreas sejam destinadas a assentamentos rurais, incluindo um que deve receber o nome de Fábio Henrique. “Esse avanço é também uma forma de homenagem ao sangue dos trabalhadores que foi derramado lá no Pará”, concluiu.
