Após o triunfo por 2 a 0 sobre o Santos, em dia de Fonte Nova lotada — mais de 45 mil torcedores — neste domingo (24), Rogério Ceni analisou a atuação do Bahia e comentou sobre pontos importantes do time para a sequência da temporada.
O técnico comentou sobre a presença do treinador da seleção Carlo Ancelotti, que esteve no estádio observando Jean Lucas.
— “Acho que o time estava mais cansado que o normal, é um time que vem se desgastando demais. Mesmo assim Jean jogou 90 minutos, ficou em campo bem, mostra que é um jogador que tem capacidade, sim, de vestir a camisa da Seleção”, disse.
Juba e a liberdade em campo
O treinador valorizou a atuação de Luciano Juba, que marcou o primeiro gol da partida.
— “Ele tem muita liberdade para flutuar pelo campo, está sempre na frente da área, fazendo ultrapassagem, construindo jogo por dentro. Hoje ele teve a felicidade. Já tinha chutado em outros jogos, mas não tinha acertado. Incrível como ele acha energia para jogar, fico feliz por ele estar vivendo esse momento bacana. Ele se tornou um dos melhores na posição que ocupa hoje pelo Bahia”.
Elogios a Lucho Rodríguez
Ceni ressaltou as mudanças feitas no time e o desempenho de Lucho Rodríguez.
— “Hoje eu acho que Lucho mudou o jogo, fez jogadas técnicas, jogou de nove, jogou do lado direito como ele gosta também, ajudou na marcação. Intensidade muito alta em 45 minutos. Ele mudou a cara do jogo”.
Simplicidade contra o Santos
Sobre a postura do time, Ceni explicou que o Bahia foi objetivo.
— “Fomos um time bem simples, que atacou muito as pontas quando o Santos tentou subir para fazer pressão. O segundo gol foi assim. Hoje não teve soberba nenhuma. O time foi simples”.
Situação de Acevedo
O técnico explicou a situação do volante e alternativas para a função.
— “Ele só sentiu um pouco de cãibra. Temos ele e Rezende para a função. O Nestor pode fazer o segundo homem, ou no lugar do Everton, como fez hoje”.
Copa do Brasil e G-4
Questionado sobre o título da Copa do Brasil, Ceni preferiu cautela.
— “Com certeza seria especial. Mas temos que levar todos os fatores em consideração. O importante é tentar conseguir um bom resultado no primeiro jogo, tentar vencer dentro de casa”.
Ele também falou sobre a permanência no G-4.
— “São mais de 50 partidas no ano de um grupo formado em janeiro. Todos sabem a parte tática, o que fazer, isso ajuda. O que sustenta o time mesmo com tantas lesões e cansaço ainda é o sistema de como ele se defende”.
Mudanças no ataque
Ceni comentou sobre a entrada de Cauly e a ausência de Ademir.
— “O Bahia joga melhor nesse ano do que neste momento do ano passado. Sobre o Cauly, ele entra e mudamos a maneira de construir, o Arias sobe mais. No segundo tempo eu tive que segurar o Arias porque, com a lesão do Gilberto, ele não tem substituto”.
Lesões e base
Sobre os atacantes lesionados, Ceni falou também do jovem Kauê Furquim.
— “Claro que eu quero olhar o menino, ver o que ele pode oferecer, saber se está pronto para competir com jogadores profissionais. Mas para isso eu preciso ver treinos”.
