Em uma iniciativa que uniu educação e cultura, 900 estudantes do SESI Bahia lotaram salas de cinema nesta quinta-feira (2) para o lançamento do filme “Malês”, dirigido por Antônio Pitanga. A ação, promovida pelo SESI Cultura em parceria com a Secretaria da Educação, levou alunos da Educação Regular, da EJA e do Projeto Vira Vida de 13 cidades para uma aula diferente sobre história e pertencimento. O momento foi estratégico para apoiar o cinema nacional durante a crucial primeira semana de exibição, fortalecendo a bilheteria do longa que retrata um dos maiores levantes negros do Brasil.
A experiência foi marcante para o público, que se emocionou e refletiu sobre a identidade negra. “Foi um espelho de coisas que aconteciam com nossos irmãozinhos. Isso ensina muito, dá cultura, deixa a gente mais inteligente”, compartilhou Liomar Gonçalves, 64, aluno da EJA. Para o professor Jetro Carmo, o filme criou uma conexão poderosa: “A leitura deu aos Malês força. E é isso que trabalhamos aqui: o poder transformador da educação”. Alunos como Daniela Guedes, 17, saíram impactados: “O filme abriu meus olhos. Mostra a resistência do povo negro, e como nossa luta ainda não acabou”.
A gerente de Cultura do SESI Bahia, Joana Fialho, destacou o impacto pedagógico da atividade. “Foi uma aula fora da sala. Eles se identificaram com as dores e lutas mostradas. A cultura provoca reflexão”, enfatizou. A mobilização simultânea em 14 salas, considerada desafiadora, teve como objetivo central valorizar o cinema nacional e garantir que a história da Revolta dos Malês, ocorrida em 1835 em Salvador, continue sendo contada e reconhecida.
