A CNI (Confederação Nacional das Indústrias) classificou como um “avanço concreto” a videoconferência entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder americano Donald Trump. Para a entidade, a conversa reforça a relação bilateral e é um passo crucial para revogar as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o que poderia isentar US$ 7,8 bilhões em exportações.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o diálogo entre os mandatários é muito relevante para a indústria. “Desde o início, nós defendemos o diálogo, pautado pelo respeito e pela significância desta parceria bicentenária. Vamos acompanhar e contribuir com o que for possível”, declarou. A entidade destacou que Lula pediu a Trump a revogação da tarifa adicional durante o encontro.
Alban enfatizou que a negociação busca recuperar espaço comercial e corrigir distorções. “O que está em jogo não é um ganho extra para o Brasil, mas a recuperação de espaço comercial. A possibilidade de integrar o anexo significa devolver previsibilidade e competitividade às nossas exportações, corrigindo distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país”, explicou. O anexo em questão, “Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners”, pode conceder isenções para 1.908 produtos.
Segundo análise da CNI, a medida abrange 18,4% das exportações brasileiras para os EUA em 2024. Esse percentual se somaria aos 26,2% de produtos já isentos, beneficiando itens como café, cacau, frutas e produtos metálicos. A inclusão no anexo é vista como uma oportunidade estratégica para restabelecer a competitividade da indústria nacional no mercado americano.
