O diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sósthenes Macedo, cobrou nesta terça-feira (08/04) posicionamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre imóveis tombados ou situados em áreas de tombamento que apresentam risco de desabamento na capital baiana.
Segundo Sósthenes, a cidade possui 2.969 casarões catalogados pela Defesa Civil por meio do Projeto Casarões. Desse total, 2.017 estão tombados ou em áreas sob proteção do Iphan, e 287 apresentam risco alto ou muito alto de colapso estrutural.
“Nós notificamos os proprietários, notificamos o Iphan, e é claro que esperamos que essas edificações tenham as suas soluções dadas pelos responsáveis, seja o proprietário, seja o órgão de tombamento, antes que a edificação venha a desabar”, afirmou.
O diretor também mencionou que Salvador possui o primeiro plano de contingência para centros históricos do país. De acordo com ele, o objetivo é evitar que estruturas com relevância histórica sofram colapsos antes de qualquer medida preventiva.
Ele também citou o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), que tem imóveis sob sua responsabilidade, e que também devem apresentar respostas em relação às condições estruturais dos bens tombados. “Elas necessitam de respostas para que não saiam do contexto da nossa história, da nossa cidade”, concluiu.
