O PL articulou uma jogada política nesta terça-feira (16), para evitar que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) perca o mandato por excesso de ausências. Ele foi oficializado como novo líder da Minoria na Câmara, cargo que o isenta de registrar presença nas votações do plenário.
A movimentação envolveu a deputada Caroline de Toni (PL-SC), que deixou a liderança da Minoria para abrir espaço ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na prática, ela seguirá atuando nas votações, mas agora como primeira vice-líder.
Eduardo Bolsonaro não aparece em sessões deliberativas há mais de dois meses. Desde julho, ele vive nos Estados Unidos, onde tem atuado em articulações com aliados de Donald Trump para pressionar o governo brasileiro após a condenação do pai no Supremo Tribunal Federal (STF). Sem a manobra, o deputado poderia ter o mandato cassado automaticamente no ano que vem por faltas excessivas.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), justificou a decisão citando um ato da Mesa Diretora de 2015, assinado por Eduardo Cunha, que garante a líderes e membros da direção partidária imunidade quanto ao registro de presença. “Estamos protegendo sim o Eduardo Bolsonaro, porque ele está exercendo o mandato, ainda que à distância”, declarou.
A nomeação já foi enviada ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
