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Comércio baiano registra crescimento em estabelecimentos, empregos e receita em 2023, aponta IBGE

Comércio baiano registra alta - Foto: Car/GOVBA

 

Dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) de 2023, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (07), revelam que a Bahia encerrou 2023 com 92.970 estabelecimentos comerciais ativos, um aumento de 8,9% em relação a 2022 (85.364 unidades). O crescimento de 7.606 novas empresas colocou o estado como o quarto maior em expansão absoluta, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Com isso, a Bahia subiu para a 6ª posição no ranking nacional de unidades comerciais, mantendo a liderança no Nordeste. Apesar do avanço, o setor ainda opera 9,1% abaixo do recorde de 102.255 estabelecimentos registrado em 2014.

O emprego no comércio baiano acompanhou essa expansão, com um incremento de 29.229 postos de trabalho (+6,2%), totalizando 500.835 trabalhadores em 2023. O varejo foi o principal responsável pelo crescimento, respondendo por 82,1% dos estabelecimentos e 76,6% da mão de obra ocupada. O segmento gerou 20.016 novas vagas, enquanto o atacado, apesar de reduzir unidades, apresentou o maior crescimento percentual de empregos (+13,1%). Nacionalmente, o setor comercial empregava 10,5 milhões de trabalhadores em 2023.

A receita bruta de revenda do comércio baiano atingiu R$ 310 bilhões em 2023, um crescimento nominal de 11,1% frente aos R$ 279,1 bilhões de 2022. O desempenho elevou a Bahia para a 8ª posição no ranking nacional, ultrapassando Goiás. O varejo liderou o crescimento com R$ 145,2 bilhões em receita (+10,8%), seguido pelo atacado (R$ 138,6 bilhões, +11,1%) e comércio de veículos (R$ 26,3 bilhões, +12,2%). Em dez anos, a receita comercial do estado mais que dobrado (+125,7%), saindo de R$ 137,4 bilhões em 2014.

Gráfico do comércio dos estados brasileiros – Fonte IBGE

A Bahia consolidou sua liderança regional, ampliando sua participação na receita comercial do Nordeste de 27,2% para 27,5% entre 2014 e 2023. Contudo, perdeu espaço no número de estabelecimentos (de 31,1% para 28,7%) e na ocupação (de 27,4% para 27%) na região. Enquanto Maranhão, Piauí e Alagoas ganharam participação na receita nordestina, Pernambuco registrou a maior queda (-1,7 ponto percentual). Os dados reforçam a recuperação gradual do setor, que ainda busca superar os patamares pré-crise econômica.