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De candidatura à formação de chapa: Adolfo Menezes comenta cenário político para 2026

Adolfo Menezes - Foto Jesus Souza/Notícias da Bahia

O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) falou nesta terça-feira (12), na Assembleia Legislativa da Bahia, sobre seus planos políticos, a possível candidatura da sua esposa, Denise Menezes (PSD), e o cenário para a eleição ao Senado em 2026.

Sobre o seu futuro político e o da sua esposa, Adolfo disse que “Não dá para saber da política que vai acontecer amanhã, quanto mais o que vai acontecer daqui a um ano e meio”. Além disso, ele explicou que deve continuar como deputado estadual. “Uma coisa é certa, em Brasília não existe possibilidade [dele ficar]. Nas últimas eleições, eu tive voto suficiente para me eleger deputado federal em qualquer partido, mas nunca tive, é uma questão pessoal, nunca tive o plano de ir para Brasília. Então, devo ficar como deputado estadual.”

Nos corredores da Alba, se discute a possibilidade do ex-presidente da casa, disputar uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios. “Existe conversa que pode acontecer um TCM, e será a última vaga, do hoje presidente Francisco Neto. É o que eu digo, na política as coisas mudam muito, tem muita coisa para acontecer, o mundo está aí em ebulição, o Brasil principalmente, vamos aguardar para ver o que acontece”, explicou Adolfo.

Nos bastidores da política baiana, há conversas de que o deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) deve ser indicado para a vaga que pode ser aberta no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE) ou no TCM.

PSD e PT

Questionado sobre a possibilidade de rompimento entre o PT e o grupo político liderado pelo senador Otto Alencar, Adolfo respondeu: “Olha, claro que quem pode falar isso ao líder é maior que o senador Otto Alencar, mas esse grupo está indo para 20 anos à frente do Executivo da Bahia, justamente pela convergência de ideias dos líderes maiores que é o senador Jaques Wagner, o ex-governador e ministro Rui Costa e o líder do nosso partido, o senador Otto Alencar”, explicou.

Ele destacou que desgastes são naturais em formações de chapas, mas acredita na continuidade do grupo. “Na formação de chapas sempre teve desgaste, nós vimos nas últimas aí há dois anos e meio, o rompimento de João Leão, então sempre existe, mas eu acredito no diálogo. É claro que para quatro vagas não vai caber cinco, alguém vai ter que ficar de fora. Na hora certa, vai saber construir para o grupo continuar governando a Bahia.”

Chapa para o Senado

Questionado sobre sua preferência entre Rui Costa e Ângelo Coronel para a chapa ao Senado, Adolfo afirmou que todos os dois são seus amigos e que “cada um tem uma particularidade.”

“É claro que Rui foi o maior governador da história da Bahia, ninguém pode desconhecer. Tentou direito de pleitear, fazer parte, não é questão de emprego. Pelo conhecimento que ele tem, pela capacidade que ele tem, pelo cargo que ele ocupa hoje, estratégico de braço direito do presidente da República, Rui Costa arranjaria emprego em qualquer multinacional dessa, qualquer empresa grande…para ganhar um grande salário, mas é um homem político. Não é questão de emprego, é questão de estar na política.”

Por fim, ressaltou que a definição será feita no momento oportuno. “Então, todos os dois são merecedores, claro, na hora certa a gente saberá como é que vai ficar, está distante ainda, até lá vai ter muita conversa.”