A proposta de delação premiada do ex-banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro, apontou envolvimento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma quantia milionária, doada por pessoas próximas para as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio, nas eleições de 2022, de conhecimento público, foram negociados por meio de propina.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (03), pela coluna de Fábio Serapião, no site UOL. De acordo com Vorcaro, as doações foram negociadas com Gilberto Kassab (PSD) – atualmente vice na chapa do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), que viria a ser secretário da gestão Tarcísio no governo de São Paulo.
A manobra seria uma espécie de garantia para a manutenção da bandeira Credcesta – empresa de cartão de crédito consignado para servidores públicos, na futura gestão da que se tornou o atual governador paulista.
Ainda de acordo com a delação, as articulações foram lideradas por Augusto Lima, responsável pela expansão do Credcesta.
“Com a eleição de 2022 em São Paulo e a ascensão de Tarcísio de Freitas como provável vencedor, Augusto Lima, responsável pelas articulações de expansão do Credcesta, buscou garantir a continuidade do negócio junto ao Governo do Estado de São Paulo”, diz trecho do documento.
Os valores foram divididos da seguinte forma:
- R$ 3 milhões formais para a campanha de Jair Bolsonaro;
- R$ 2 milhões formais para a campanha de Tarcísio de Freitas.
- R$ 10 milhões teriam sido doados em forma de caixa dois para o PSD, sigla de Gilberto Kassab.
Em nota divugada para imprensa, Tarcísio de Freitas e Kassab negaram qualquer relação com Vorcaro, além da negociação com Augusto Lima.
