Início Política Deputado conservador é acusado de trair esposa com stripper

Deputado conservador é acusado de trair esposa com stripper

Eddie Gaspar/The Texas Tribune

Um escândalo abalou o meio político conservador dos Estados Unidos após a revelação de um caso extraconjugal envolvendo o deputado republicano Giovanni Capriglione, de 52 anos. Conhecido por sua firme defesa de pautas antiaborto, o parlamentar foi acusado publicamente de ter mantido, durante anos, um relacionamento com a stripper Alex Grace — e de ter financiado abortos realizados por ela.

A denúncia veio à tona através de um vídeo publicado pela própria Alex Grace nas redes sociais, onde afirma ter tido um longo envolvimento com o deputado, incluindo encontros frequentes pagos por ele. No vídeo, ela declara: “Eu sei que Giovanni Capriglione tem tido casos desde 2005 porque é comigo. Eu sou ela. Não me orgulho disso, tenho vergonha. Espero que as pessoas entendam que todos nós temos um passado.”

Grace afirmou ainda que o político, enquanto legislava contra os direitos reprodutivos das mulheres, sustentava sua relação com ela e financiava procedimentos de aborto desde que ela tinha 18 anos. Segundo ela, o relacionamento começou a se deteriorar quando Capriglione passou a impor fantasias sexuais “sujas”, ao mesmo tempo em que defendia bandeiras morais conservadoras em público.

A repercussão foi imediata. Três dias após a publicação do vídeo, o deputado desistiu de concorrer à reeleição por seu distrito no subúrbio ao norte de Fort Worth, no Texas.

Apesar de admitir o caso extraconjugal, Capriglione negou veementemente ter financiado abortos. Em comunicado, afirmou: “Graças a Deus, minha esposa e minha família me perdoaram. Superamos isso e temos um casamento forte. Eu nunca paguei, nem jamais pagaria, por um aborto.”

Em sua página de campanha, agora fora do ar, o político se apresentava como um “líder pró-vida” com histórico de votação 100% alinhado com a causa antiaborto. Capriglione foi autor de diversos projetos nesse sentido, incluindo o “Pro-Life Abortion Trigger Ban”, que previa restrições severas à interrupção da gravidez.