O líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Marcelino Galo, minimizou os efeitos políticos do escândalo de fraudes no INSS e afirmou que a atuação do governo federal evidencia compromisso com a transparência e o combate à corrupção. Para o parlamentar, a ação da Polícia Federal foi estimulada diretamente pelo Executivo, o que reforça a confiança na atual gestão.
“Pelo contrário, esse caso tem um impacto positivo. Foi iniciativa do presidente Lula que permitiu à Polícia Federal agir com autonomia e apurar os fatos. Se a PF não tivesse sido estimulada a cumprir sua obrigação, não teríamos esse resultado. O governo está corrigindo um erro do passado, devolvendo os recursos desviados dos aposentados”, afirmou o deputado.
Questionado sobre a permanência do ministro da Previdência, Carlos Lupi, no cargo, Marcelino defendeu que essa é uma decisão que cabe exclusivamente ao presidente da República. “Ministro é cargo de confiança. Cabe ao presidente decidir se mantém ou não”, disse.
Sucessão no PT baiano: participação da militância e renovação
O deputado também comentou o processo de eleição do novo diretório estadual do PT na Bahia, destacando o caráter democrático da escolha interna da sigla. “É um processo natural. O PT é o único partido que faz eleição direta dos seus dirigentes. Os diretórios são eleitos pela base militante, e não podem ser destituídos por conveniências políticas. Isso mobiliza a militância e fortalece a democracia interna”, explicou.
Galo também manifestou apoio à pré-candidata à presidência do diretório, destacando sua trajetória como símbolo das políticas públicas implementadas pelos governos petistas. “Temos uma jovem mulher negra, da periferia, formada em economia graças às oportunidades criadas pelas políticas do governo Lula. Ela representa o futuro do partido e a continuidade desse legado.”
