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“Dez anos lutando contra a defasagem”, diz o coordenador jurídico do Sintaj após invasão na Alba

Gustavo Vieira - Foto Jesus Souza

Servidores do Judiciário baiano ocuparam, na tarde desta terça-feira (27), a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em protesto pela aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). A ação faz parte da greve anunciada pela categoria, que cobra a reestruturação do plano e a correção de perdas salariais acumuladas.

Em entrevista ao Notícias da Bahia, Gustavo Vieira, coordenador jurídico do Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sintaj), afirmou que a categoria enfrenta uma defasagem salarial estimada em cerca de 60% ao longo da última década. Segundo ele, o plano de cargos busca corrigir esse desequilíbrio.

“Estamos há dez anos lutando contra essa defasagem. O plano de cargos vem justamente para corrigir isso. Estamos buscando a aprovação com todos os poderes, e a falta de avanço levou à greve”, declarou Vieira.

O dirigente também criticou a possível aprovação de projetos relacionados a cargos no Ministério Público, sem concurso público. “Esses cargos não são de direção, chefia ou assessoramento, que são as exceções constitucionais. Isso pode abrir espaço para nepotismo cruzado e outras práticas que combatemos”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud), Manuel Suzarte, também falou sobre a mobilização. Ele destacou que aproximadamente 7 mil servidores estão mobilizados em todo o estado e que a greve foi resultado de uma sequência de tentativas de negociação.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud), Manuel Suzarte Manuel Suzarte – Foto Jesus Souza

“Tivemos diálogo, mobilização, paralisação e chegamos à greve. Há uma mesa de negociação entre o Tribunal de Justiça e o governo do Estado. Sabemos que alguns ajustes foram feitos no plano, mas é necessário que sejam informados à categoria para que possamos debater”, disse.

Suzarte informou ainda que uma assembleia geral será realizada no dia 30 de maio, para apresentar aos servidores os dados das reuniões mais recentes. Entre os principais pleitos estão a reposição das perdas inflacionárias dos últimos oito anos, que impactam servidores ativos, aposentados e pensionistas.

A categoria afirma que manterá a greve e as mobilizações até que o projeto seja votado e aprovado.

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