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Éden Valadares diz que “o carlismo morreu” após derrota de Flávio Bolsonaro na Bahia

Éden Valadares diz que “o carlismo morreu” após derrota de Flávio Bolsonaro na Bahia
Foto: Jesus Souza/Notícias da Bahia

O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou nesta segunda-feira (26) que o “carlismo morreu” na Bahia após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em publicação nas redes sociais, o dirigente relacionou a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) ao posicionamento do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que apoiou o candidato na disputa.

Em texto publicado no X, antigo Twitter, Valadares afirmou que o resultado eleitoral representa uma mudança na configuração da oposição baiana. Segundo ele, a derrota não significa o desaparecimento da direita no estado, mas o enfraquecimento do carlismo em sua forma tradicional.

“O carlismo morreu. Isso não quer dizer a direita baiana deixou de existir. Nem tampouco que nossos governos deixarão de ter oposição. Longe disso”, escreveu o petista.

Na avaliação de Valadares, o resultado das urnas descaracterizou a influência política historicamente associada à família Magalhães, que teve como principais referências o ex-governador Antônio Carlos Magalhães e seu filho, Luís Eduardo Magalhães.

Éden critica trajetória política de ACM Neto

Na publicação, o dirigente petista também fez críticas ao ex-prefeito de Salvador. Valadares comparou a atuação política de ACM Neto à de seu avô, Antônio Carlos Magalhães, e à de seu tio, Luís Eduardo Magalhães.

“É consenso que Neto nunca teve o talento e a liderança de ACM, né? Nem o carisma e capacidade de articulação de LEM (Luís Eduardo Magalhães), seu tio, ok?”, escreveu.

Apesar das críticas, o secretário afirmou que ACM Neto parecia construir uma identidade política própria, combinando características tradicionais do carlismo com uma abordagem mais contemporânea. Ao comentar o resultado eleitoral, concluiu: “Triste fim”.

Apoio a Flávio Bolsonaro é alvo de críticas

Éden Valadares também atribuiu importância ao apoio de ACM Neto à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Para o dirigente do PT, o envolvimento do ex-prefeito na campanha não se traduziu em ampliação do apoio eleitoral ao candidato na capital baiana.

Segundo Valadares, a aliança contribuiu para enfraquecer a identidade política tradicional do grupo ligado à família Magalhães e reforçar o bolsonarismo como referência da oposição ao governo estadual.

O petista sustentou ainda que a aproximação entre ACM Neto e o bolsonarismo marcou uma mudança na organização das forças políticas de oposição na Bahia.

Resultado em Salvador

Em Salvador, Flávio Bolsonaro obteve 26,76% dos votos válidos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 73,24%, conforme os dados informados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A votação na capital baiana foi citada por Valadares como parte de sua avaliação sobre o impacto do apoio de ACM Neto à candidatura do PL.

➡️ Confira na íntegra: