O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, se pronunciou nesta quarta-feira (20), após ser indiciado pela Polícia Federal junto com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota publicada no X, Eduardo negou que suas ações no exterior tivessem o objetivo de influenciar processos políticos no Brasil. Segundo ele, sua atuação nos EUA teve foco na defesa de liberdades individuais e apoio a um projeto de anistia em tramitação no Congresso Nacional. O parlamentar citou a Primeira Emenda da Constituição americana como garantia de liberdade de expressão e direito de petição ao governo local.
Eduardo classificou como “lamentável e vergonhoso” a inclusão de conversas privadas de familiares e aliados no inquérito, afirmando que o objetivo seria desgastar politicamente os envolvidos. Ele concluiu: “Se o meu ‘crime’ for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão”.
O indiciamento faz parte da Ação Penal nº 2668, que tramita no Supremo Tribunal Federal e envolve oito réus, incluindo Jair Bolsonaro. O processo apura crimes como coação no curso do processo, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
O relatório da PF será enviado à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se apresentará denúncia ao STF ou se arquivará o caso.
