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Entenda porque o goleiro Arthur Jampa deixou a base do Bahia; arqueiro atuará no futebol português

Entenda porque o goleiro Arthur Jampa deixou a base do Bahia; arqueiro atuará no futebol português
Fotos: Rapha Marques/@raphamarquesfoto/Flickr

No Bahia desde 2021, o jovem goleiro Arthur Jampa deixou o grupo dos Pivetes de Aço – apelido dado para divisão de base do Esquadrão, nesta sexta-feira (24). Agora, o arqueiro de 18 anos irá defender o defender o Torreense, que disputa a segunda divisão de Portugal.

A informação foi divulgada inicialmente pela página Base do Esquadrão e confirmada pelo Notícias da Bahia. O Tricolor de Aço permanecerá com 50% dos direitos econômicos, em caso de uma venda futura.

Foi apurado pela reportagem que Jampa não tinha projeção para integrar o elenco profissional do Esquadrão de Aço, após análises internas, incluindo dados observados em Manchester pelo scout do Grupo City – que administra o futebol do Esquadrão por meio da SAF.

O clube vem adotando essa nova estratégia, como ocorreu nas vendas dos atacantes Andrew, negociado com o Flamengo; Richarllyson, transferido ao Tondela, da segunda divisão de Portugal; e o zagueiro Dodô, de 20 anos, que foi para o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. A prática é adotada pelo Palmeiras, considerada a melhor base do futebol brasileiro, também comum no futebol europeu.

A situação funciona da seguinte maneira: quando o clube entende que o atleta não tem potencial para atuar pelo profissional do Bahia, a diretoria executiva das categorias de base busca um melhor caminho ao atleta em outro clube, mantendo o percentual de participação econômica para futuras negociações. Portanto, a equipe ganha pelo lado financeiro e o jogador consegue dar prosseguimento na sua carreira.

➡️ Jogadores negociados até o momento:

  • Andrew – Flamengo: negociação sem custos, com 40% dos direitos com o Bahia;
  • Dodô – Al Ain: negociação sem custos, com 30% dos direitos com o Bahia;
  • Arthur Jampa – Torreense-POR: negociação sem custos, com 50% dos direitos com o Bahia;
  • Richarllyson – Tondela-POR: negociação sem custos, com percentual de futura venda não revelada.

Jampa perdeu espaço nas divisões de base do Bahia

Jampa durante treino com a seleção sub-17, durante o Mundial da categoria, em 2025 – Foto: Nelson Terme/CBF

Mesmo sendo considerado um dos mais promissores pela Nação Tricolor e com convocações para Seleção Brasileira de base, Jampa caiu de desempenho nas últimas temporadas.

Em 2026 – realizando apenas 10 partidas nesta temporada, ele se tornou a 4ª opção no elenco sub-20. Além disso, perdeu concorrência para novas promessas da posição que vem ganhando espaço em treinos da equipe principal, como os goleiros Fábio (2008, considerado goleiro com maior potencial na base tricolor), Iuri (2007) e Vitor (2006).

Natural de João Pessoa, na Paraíba, Jampa fez parte da geração que disputou Sul-americano (sendo campeão) e Copa do Mundo sub-17 no ano passado, pela Seleção Brasileira, junto com Dell e Ruan Pablo. Desde 2023 até a temporada passada, o arqueiro acumulou várias convocações para vestir a amarelinha, sendo bem observado pelo técnico Dudu Patetuci.

“Um lugar onde realizei sonhos, cresci como atleta e, principalmente, como pessoa […] Obrigado, Bahia, por tudo o que vivi e por acreditar em mim. Tenho orgulho de ter vestido essa camisa e de fazer parte dessa história. O ciclo se encerra, mas a gratidão será eterna”, escreveu Jampa, através das redes sociais, em seu texto de despedida.

O jovem goleiro havia assinado seu primeiro contrato profissional com o Bahia em 2024, com duração até fim de 2027. A multa rescisória para clubes do exterior estava fixada em 100 milhões de euros, equivalente a R$ 579 milhões – em real brasileiro na cotação atual.