“O que seria de mim, meu Deus, sem a fé em Antônio?”; a canção popularizada por Maria Bethânia faz todo sentido para a história da Seleção Brasileira, que estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, dia oficial de Santo Antônio.
Uma das maiores lendas do esporte brasileiro, Mário Jorge Lobo Zagallo, o ‘Velho Lobo’, tinha profunda devoção ao santo. Mas não para por aí: a figura e a superstição com o número 13 estiveram presentes em boa parte da história da própria seleção.
Isso porque, seja como jogador ou na comissão técnica, Zagallo marcou presença em quatro dos cinco títulos mundiais do Brasil. Em 1958 e 1962, dentro de campo, em 70 como treinador e em 94 como auxiliar, a fé em Antônio estava presente.

Devoção
A história começou através da devoção do Velho Lobo e de sua esposa, Alcina de Castro Zagallo. O casal se casou em 13 de janeiro de 1955 e, desde então, Zagallo passou a considerar o número como um símbolo de sorte. Nesse sentido, a lenda brasileira passou a buscar referências à numeração em momentos importantes de sua vida pessoal e da carreira.
Zagallo gostava de destacar coincidências envolvendo o número, destacando expressões como“Brasil campeão”, que possuíam 13 letras. Durante a Copa do Mundo de 1994, após um jejum de 24 anos, ele associou o número à conquista do tetracampeonato e até mesmo à cobrança desperdiçada por Roberto Baggio na final.
Não raro, o tetracampeão aparecia com imagens de Santo Antônio nos vestiários e mantinha a tradição mesmo após encerrar a carreira. Dessa forma, o número 13 e o Santo se transformaram em símbolos da trajetória de um dos maiores vencedores da história do futebol mundial.
O Velho Lobo ficou viúvo em 2012, mas nunca abandonou a devoção, mesmo sem Alcina. Em 2024, aos 92 anos, ele nos deixou e se tornou, verdadeiramente, uma lenda eterna do esporte em todo o mundo.
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