Em busca de uma solução sustentável para combater a infestação de pragas nas lavouras brasileiras, estudantes baianos da cidade de Ipiaú, no sul da Bahia, desenvolveram um tipo ecológico de inseticida. O produto foi criado a base de pimenta malagueta (Capsicum frutescens) e alho (Allium sativum).
O grupo responsável pelo inseticida ecológico é composto por cinco alunos: Ana Júlia de Jesus, Maria Clara, Thales Emanuel e Ana Júlia Pinto, que estudam no Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Médio Rio das Contas.
“Utilizamos pimenta e alho por terem suas propriedades inseticidas e fungicidas naturais. Além disso, são acessíveis, de baixo custo e menos agressivos ao meio ambiente quando comparados aos produtos químicos”, afirmam os jovens, orientados pelos professores Lucas Santos e Francisca Jucá.
Além de ser uma alternativa ecológica, de baixo custo e produzida com matérias-primas acessíveis, o inseticida surgiu de um problema real observado no campo, que é o impacto dos agrotóxicos tanto no meio ambiente quanto na saúde humana, de acordo com os estudantes baianos.
Após os primeiros testes, a ideia é expandir a pesquisa para outras pragas. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o problema das pragas nas lavouras pode reduzir em até 40% a produtividade do setor, gerando perdas que podem chegar até R$ 60 bilhões por ano no Brasil.
“O produto já apresentou resultados positivos no controle da cochonilha, o que reforça seu potencial de aplicação real no campo. Pretendemos ampliar os estudos, especialmente voltados ao combate de outras doenças, como a vassoura-de-bruxa, além de aprofundar os testes para validar ainda mais a eficácia”, garante o professor Lucas Santos.
