O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso no Paraguai nesta sexta-feira (26). A detenção ocorreu em um aeroporto local, enquanto ele tentava embarcar para El Salvador. O Supremo Tribunal Federal (STF) já o condenou a 24 anos de prisão. Sua condenação envolve a trama golpista após as eleições de 2022.
Conforme a Procuradoria-Geral da República, Vasques coordenou forças policiais para sustentar Jair Bolsonaro no poder. Ele ordenou blitzes da PRF para dificultar o trânsito de eleitores de Lula no segundo turno. Além disso, participou de uma reunião em outubro de 2022 para discutir essas operações. Na ocasião, afirmou: “havia chegado a hora de a PRF tomar lado na disputa”.
Vasques cumpria medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, segundo informações, ele rompeu o dispositivo e deixou o Brasil sem autorização. As autoridades paraguaias o detiveram portando um passaporte paraguaio com dados falsos.
A Polícia Federal não comentou o caso. A defesa de Silvinei Vasques ainda não se manifestou sobre a prisão. Esta reportagem será atualizada com novos detalhes.
Com informações da Agência Brasil
