A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) publicou neste domingo (1º) o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que altera os critérios do exame prático para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retira a baliza como etapa autônoma, principal e eliminatória da avaliação. O documento passa a valer em todo o país e estabelece regras unificadas para o trajeto, o percurso e a forma de avaliação dos candidatos.
Segundo a Senatran, as mudanças buscam adequar o exame à realidade do trânsito brasileiro, reduzir diferenças regionais nos critérios de aprovação e tornar a prova mais fiel às situações enfrentadas diariamente pelos condutores. A partir do novo modelo, o foco da avaliação deixa de ser uma manobra específica realizada em ambiente controlado e passa a observar o desempenho do candidato em vias públicas.
A baliza, embora não seja mais uma etapa eliminatória isolada, continua presente como parte do estacionamento ao final do percurso. A avaliação passa a considerar aspectos como atenção, leitura do ambiente, tomada de decisão, respeito às regras de trânsito e interação com outros veículos, pedestres e ciclistas, além do controle emocional do condutor.
O secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, afirmou que a mudança não torna o exame mais fácil, mas mais realista. “A mudança da baliza como etapa principal e eliminatória acontece porque ela virou, ao longo do tempo, um exercício artificial, cheio de regras que não dialogam com a condução no mundo real. A baliza passa a ser tratada como o que ela é na vida cotidiana: estacionamento, ao final do percurso. Sem aquele ritual mecânico que nada mede sobre direção segura”, explicou.
De acordo com o secretário, o objetivo central do novo exame é avaliar a condução responsável em ambiente real de tráfego. “O foco do exame se desloca para o que realmente importa: a condução em via pública, a leitura do trânsito, a tomada de decisões e a convivência com outros veículos e pedestres. A avaliação passa a medir a direção responsável em ambiente real, e não a repetição de um ritual que pouco diz sobre segurança viária”, concluiu.
