A Força Aérea Brasileira (FAB) colocou sob sigilo, por cinco anos, os custos da operação que trouxe ao Brasil a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, condenada por corrupção e beneficiada com asilo diplomático concedido pelo governo Lula (PT). A justificativa para a restrição é que os dados são considerados estratégicos para as Forças Armadas. A informação é da coluna do Tácio Lorran, do Metrópoles.
Heredia desembarcou em Brasília no dia 16 de abril, em uma aeronave da FAB. Segundo o Itamaraty, a medida foi tomada por razões humanitárias, já que a ex-primeira-dama se recuperava de uma cirurgia e tem um filho menor de idade. O governo peruano autorizou o resgate.
A operação, no entanto, gerou críticas da oposição, que questiona o uso de recursos públicos para transportar uma figura condenada, enquanto o mesmo governo negou ajuda para o traslado do corpo da brasileira Juliana Marins, morta na Indonésia. O Itamaraty alegou falta de base legal e orçamentária para esse tipo de repatriação.
Heredia e o marido, o ex-presidente Ollanta Humala, foram condenados por lavagem de dinheiro envolvendo recursos da Odebrecht e do governo da Venezuela.
