Após garantir vaga na decisão do Campeonato Baiano, o presidente do Vitória, Fábio Mota, afirmou que vai protocolar um pedido para que o Ba-Vi da final seja disputado com presença das duas torcidas no estádio.
A declaração veio logo depois da classificação do Leão neste domingo (1º), quando a equipe rubro-negra bateu o Jacuipense nos pênaltis por 4 a 2, após empate em 1 a 1 no tempo normal, no Barradão. Com o triunfo, o Vitória carimbou presença na decisão do estadual.
Segundo Mota, o fato de a final deste ano ser disputada em jogo único muda o cenário e justificaria a presença das duas torcidas. “Não é justo ter apenas uma torcida assistindo um Ba-Vi, principalmente sendo uma decisão única. No ano passado tivemos jogos com as duas torcidas e deu certo”, destacou o dirigente, sinalizando que a solicitação será encaminhada ao Ministério Público, ao Governo do Estado, à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando da Polícia Militar.
Desde 2017, os clássicos Ba-Vi têm sido realizados com torcida única por questões de segurança. A medida foi adotada para reduzir episódios de violência e confrontos entre organizadas. Porém, com a mudança no regulamento do Campeonato Baiano deste ano — que transformou as fases decisivas em jogos únicos para encurtar o calendário — o tema voltou à pauta.
O adversário do Vitória na final será o Bahia, que garantiu vaga ao vencer a Juazeirense por 4 a 2 no tempo normal, na Arena Fonte Nova, no último sábado (28). Por ter feito a melhor campanha ao longo da competição, o Tricolor tem o mando de campo na decisão.
Fábio Mota ainda reforçou confiança no aparato de segurança do estado, citando o desempenho das forças policiais durante o Carnaval de Salvador como exemplo de organização. Para ele, a estrutura mostrada recentemente seria suficiente para garantir um clássico com divisão de torcidas de forma segura.
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) ainda vai oficializar data e horário da grande final. A previsão inicial é de que o confronto aconteça no próximo fim de semana, entre os dias 7 e 8 de março. Enquanto isso, a expectativa fica por conta da análise dos órgãos de segurança sobre a possibilidade — ou não — de liberar novamente a presença das duas torcidas no maior clássico do futebol baiano.
