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Farol apagado, porto quebrado

Imagem ilustrativa do símbolo do judiciário - Reprodução Congresso em Foco

Farol apagado, porto quebrado

Um certo ex-presidente da OAB parece não ter se tocado que seu tempo já passou. Sem prestígio desde a última eleição, quando forçou a barra para integrar a chapa que se sagrou vencedora numa eleição duríssima, causando enorme constrangimento a atual mandatária da Ordem e demais aliados, agora quer pilotar sozinho a eleição do quinto constitucional para o TRT da Bahia.
O constrangimento tem sido enorme! Inúmeras ligações para as lideranças do interior e da capital tem incomodado o atual grupo político que gere a OAB. Pior de tudo é que o motivo do apoio da figura é um só: a sua candidata é esposa de um amigo da procuradoria, sem qualquer participação na história da classe e em detrimento de outros(as) candidatos(as) com perfil de maior militância na advocacia. A política tem uma lógica: ou a gente entende que nosso tempo passou ou o tempo passa por cima da gente. Vai vendo… Aliás, esse história de esposa e quinto constitucional está dando o que falar – o incômodo tem sido de todos os lados! Agora, mais um!

Senadores em pânico?

Os “nobres” senadores estão dormindo com um olho aberto e não é por causa das votações polêmicas. O motivo é o colega Marcos do Val (Podemos-ES), que vem preocupando com seu hobby de combinar farmácia portátil e exibicionismo armamentista. Relatos entregues ao presidente Davi Alcolumbre revelam que o do Val não esconde seu “kit sobrevivência”: revólver à mostra e um estoque de remédios controlados que fariam até um hospital ficar com inveja. “É só minha rotina diária”, diria ele, entre um click do coldre e um gole de alprazolam. Agora, o plenário debate se o maior risco à segurança nacional está no Congresso ou no próprio Congresso. Ironias à parte, o pedido de afastamento já rola antes que alguém precise de um calmante (ou colete à prova de balas) para assistir às sessões.

EUA: 80 anos de hipocrisia atômica e moral seletiva

Há exatos 80 anos, os EUA dizimou mulheres, crianças, idosos, no Japão com duas bombas atômicas – um dos maiores crimes humanitários já registrados que nunca mereceu desculpas. Hoje, o mesmo país que vaporizou cidades inteiras posa de paladino da liberdade… enquanto algema estudantes que ousam protestar contra o massacre em Gaza. Curiosa moralidade: manifestantes pró-Palestina viram “ameaça à ordem”, mas neonazistas desfilam sob o beneplácito da Primeira Emenda.

Cinismo Bolsonarista?

Protestos contra genocídio = repressão imediata; marchas com suásticas = “liberdade de expressão”. Washington domina a arte da dupla personalidade: condena crimes de guerra alheios, mas varre Hiroshima e Nagasaki para o porão da história. Enquanto isso, os Bolsonaros e Nikolas Ferreira da vida, rotulam a democracia brasileira de comunismo ditatorial. É a mostra nefasta de um grupo que enaltecem torturadores assassinos de outras épocas não tão distante da história do Brasil. Coerência zero, cinismo em dobro.

Exclusão sagrada, ministra?

Enquanto a ministra da Cultura, Margareth Menezes e autoridades celebravam a doação de computadores para quilombos e terreiros, um detalhe “menor” passou chamou nossa atenção: um imenso cartaz de protesto de membros do terreiro Ilê Axé Oyá Onira’D, questionando a demolição do seu espaço sagrado localizado em Pituaçu, na capital baiana. Que ironia, o governo federal assina acordos para “incluir” comunidades tradicionais no mundo digital, enquanto ignorava solenemente o grito para salvar um espaço físico sagrado.

Exclusão sagrada, ministra? Parte II

A cena foi perfeita para resumir a política cultural brasileira: discursos de inclusão na plateia, exclusão no palco. Computadores para todos (recondicionados), menos para quem pode perder o chão sagrado. A ministra, especialista em cantar “Dandalunda”, talvez esteja trabalhando demais para não perceber os atabaques de alerta. O recado ficou claro: o futuro digital é prioridade, mas o passado ancestral cabe numa retroescavadeira?

UEFA lamenta morte de “Pelé palestino”, mas foge da responsabilidade

Enquanto a UEFA posta um vago “lamento” pela morte de Suleiman al-Obeid — o “Pelé palestino” assassinado por tiros israelenses enquanto esperava por comida, o craque egípcio Mohamed Salah cutucou a hipocrisia da entidade com uma pergunta simples: “Pode nos dizer como ele morreu, onde e porquê?”, questionou Salah. Al-Obeid, artilheiro com mais de 100 gols e ídolo em Gaza, foi mais uma vítima do genocídio em curso. Mas, para as entidades do futebol, algumas mortes valem apenas um post de condolências vazio. Pelo visto o esporte deixou de ter um papel na transformação social e virou um negócio onde o dinheiro paga e o silêncio as causas humanitárias reinam.

Fala ai bolsonaristas?

Que belo espetáculo de “democracia” norte-americana: a mando do presidente, o governo está demitindo investigadores que ousaram investigar desvios de conduta de Donald Trump. Limpar o Departamento de Justiça de que investigou o presidente é um direito democrático, né? Já no Brasil, os mesmos bolsonaristas que endeusam os EUA como farol da liberdade agora calam-se e chamam Alexandre de Moraes de “ditador” por prender golpistas. Conveniente, não? Para o clã Bolsonaro investigar ilegalidades do seu papai no governo é autoritarismo. Hipocrisia? Não, só “liberdade” seletiva – desde que beneficie seus ídolos.

A Confraria do Notícias da Bahia busca através da Coluna etc&tal trazer reflexões sobre temas e acontecimentos importantes para nossa sociedade. A fofoca política nos interessa mas não é nosso principal objetivo.