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Feminicídio: Zé Neto culpa conservadorismo e Solla vê redução mesmo com números em alta

Jorge Solla e Zé Neto - Foto: Divulgação

O Ministério da Cultura, em parceria com a Neoenergia, lançou nesta quinta-feira (26) em Salvador o programa Rouanet no Interior, que vai destinar R$ 6 milhões a municípios fora dos grandes centros urbanos e deve apoiar ao menos 30 projetos culturais em diferentes regiões do país. Durante o evento, os deputados federais Zé Neto (PT) e Jorge Solla (PT) comentaram o cenário da violência contra mulheres no país.

Questionado sobre o papel do Congresso na criação de leis mais duras, sem brecha e que perita ações mais rápidas do judiciário nas punições contra crimes de tentativas de feminicídio, Zé Neto primeiro culpou o conservadorismo. “uma cultura no mundo de conservadorismo, de desvalorização dos valores da vida, que estão muito encostados, principalmente nesses que são extremistas…do governo anterior, que eram processos que vieram na crescente”, disse.

Também presente no evento, o deputado Jorge Solla (PT), relembrou que a violência contra mulher disparou com o governo de Bolsonaro e discordou que os números estão de violência contra mulher estão em alta no Brasil. “Eu vou discordar que não tem melhorado, porque o que a gente está vendo é a sociedade mobilizada contra essas situações. Há uma conscientização da sociedade brasileira de que nós temos que dar um basta nisso”, explicou.

As declarações dos parlamentares ocorrem no momento em que o país registra novo recorde. Em 2025, o Brasil contabilizou 1.518 vítimas de feminicídio, maior número desde a criação da Lei do Feminicídio, que completou dez anos e incluiu no Código Penal o homicídio de mulheres em contexto de violência doméstica e de discriminação. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em 2024, haviam sido registradas 1.458 vítimas. O aumento consecutivo mantém a série histórica em alta. Zé Neto ainda afirmou que: “a gente está tentando fazer é com que as pessoas entendam cada dia mais a importância das mulheres. No Congresso, a gente tem feito um esforço. Mas não vai ser só a lei que vai resolver isso”.

Nesta quarta-feira (25), em São Paulo, Priscila Alves Versão, de 22 anos, foi assassinada pelo companheiro no Parque Novo Mundo, na zona norte da capital. Câmeras registraram que ela tentou fugir, escalou um portão e pediu ajuda, mas foi alcançada e agredida até perder a consciência.

A vítima era amiga de Tainara Souza Santos, morta em dezembro do ano passado após ser atropelada e arrastada na Marginal Tietê. Casos envolvendo companheiros e ex-companheiros seguem recorrentes nas estatísticas de feminicídio no país.