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Governo Cláudio Castro comandou as operações policiais mais letais da história do Rio

Operação policial no RJ terminou com mais de 60 mortos - Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Operações policiais no Rio de Janeiro sob a gestão do governador Cláudio Castro (PL), atingiram um patamar histórico de letalidade. Dados do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni-UFF) revelam que três das quatro ações mais letais da história do Rio de Janeiro ocorreram durante seu governo.

A recente Operação Contenção, nos complexos do Alemão e da Penha, tornou-se a mais mortal da história fluminense, com 64 mortos, superando o massacre do Jacarezinho em 2021, que deixou 28 mortos.

O estudo do Geni-UFF, que compila dados desde 1989, contabiliza 1.886 mortos em operações desde que Castro assumiu o governo, em agosto de 2020, uma média de 30 vítimas por mês. O cenário de violência inclui cenas como a de corpos sendo transportados na carroceria de viaturas policiais, como ocorreu nesta terça-feira. Investigações anteriores sobre ações similares, como a do Jacarezinho, enfrentaram obstáculos: das 28 mortes, inquéritos sobre 24 foram arquivados por falta de elementos.

O promotor André Luís Cardoso, que coordenou as investigações, afirmou que “não foi possível confirmar que houve legítima defesa dos policiais na maior parte dos casos”.

Apesar dos números elevados, a gestão anterior, de Wilson Witzel, registrou um índice ainda maior de letalidade. Nos 20 meses de seu governo, houve 904 mortos em chacinas, uma média de 45 vítimas por mês. O ano de 2019, único completo de Witzel, detém o recorde de mortos em operações policiais no período analisado.

12 horas após o início dos confrontos no complexo do Alemão e Penha, tiroteios ainda persistiam em comunidades, com relatos de corpos não removidos em áreas de mata devido aos riscos de segurança.

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