O governo federal pretende instituir o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) como uma política de Estado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (8) pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante participação no programa de rádio Bom Dia, Ministra.
De acordo com a ministra, a proposta é realizar concursos unificados de forma periódica, a cada dois anos. A comparação feita foi com o modelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja aplicação passou por ajustes até se estabilizar. A edição de 2025 do CPNU foi programada por não haver previsão de concurso em 2026, ano eleitoral, quando há mais restrições para nomeações e seleções públicas.
A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) passou a participar mais diretamente da organização do CPNU. Segundo Dweck, a Enap foi responsável pela contratação da banca e assumiu a execução do concurso, em parceria com o Ministério da Gestão e Inovação, responsável pela coordenação da política pública.
Ainda de acordo com a ministra, a realização de concursos a cada dois anos, com menor número de vagas por órgão, mas com maior regularidade, pode contribuir para evitar defasagens e desequilíbrios geracionais no serviço público.
O Ministério da Gestão e Inovação também está em diálogo com o Ministério Público Federal (MPF), que pediu a suspensão da segunda edição do CPNU. Em janeiro deste ano, o MPF recomendou a interrupção da divulgação dos resultados finais da primeira edição do concurso, alegando descumprimento de normas relacionadas às cotas raciais previstas na legislação.
O governo ainda não confirmou a realização de uma nova edição do concurso em 2027, mas a intenção declarada é que o modelo se repita de forma contínua.
