Os governos de Mali e Burkina Faso anunciaram, na sexta-feira (2), a adoção de restrições de viagem a cidadãos dos Estados Unidos. A medida foi apresentada como resposta à decisão norte-americana de incluir os dois países africanos em uma lista de proibição de entrada, divulgada em 16 de dezembro.
De acordo com informações da agência France Presse (AFP), os governos militares de Mali e Burkina Faso afirmaram que as restrições seguem o princípio da reciprocidade em relação às medidas adotadas por Washington.
O Ministério das Relações Exteriores de Burkina Faso informou que passou a aplicar aos norte-americanos exigências de visto equivalentes às impostas aos cidadãos burquinenses. Já o governo do Mali declarou que, com efeito imediato, estão em vigor as mesmas condições e exigências aplicadas pelas autoridades dos Estados Unidos aos cidadãos malianos que ingressam no país.
As restrições fazem parte de uma política migratória conduzida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que inclui deportações e ampliação de regras de entrada. No início de dezembro, o governo norte-americano estendeu a ordem de restrição de viagens para cidadãos de mais sete países, entre eles Mali e Burkina Faso.
A lista também passou a incluir cidadãos da Síria, portadores de passaportes da Autoridade Palestina e pessoas de países africanos como Níger, Serra Leoa e Sudão do Sul. Com a ampliação, quase 40 países passaram a ter cidadãos sujeitos a restrições para entrada nos Estados Unidos com base na nacionalidade.
