O entregador de aplicativo Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos, morreu após ser baleado durante uma abordagem da Guarda Civil Metropolitana (GCM), na noite de sexta-feira, 10 de abril, na Praça Reino de Marrocos, em São Paulo. O subinspetor Reginaldo Alves Feitosa, responsável pelo disparo, afirmou que o tiro foi acidental e ocorreu no momento em que ele descia da viatura.
Segundo informações da ocorrência, equipes da GCM patrulhavam a região após relatos de furtos próximos ao parque quando avistaram Douglas em uma bicicleta elétrica e decidiram realizar a abordagem ainda em movimento. O entregador usava fones de ouvido, não percebeu a aproximação da viatura e acabou colidindo contra o veículo. Nesse momento, o agente efetuou o disparo, que atingiu a vítima na região do tronco e das costas. Douglas morreu no local.
O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado responsável entendeu que houve imprudência e imperícia no manuseio da arma em uma situação de estresse e movimento brusco. O agente da GCM pagou fiança de R$ 2 mil e responde o processo em liberdade.
De acordo com registros da polícia paulista, o subinspetor Reginaldo Alves Feitosa já havia sido preso em flagrante em 2003 por tentativa de homicídio, respondendo ao processo em liberdade. Em 2009, ele também foi investigado por constrangimento ilegal, abuso de autoridade e discriminação contra pessoa idosa. Os dois procedimentos foram arquivados.
Douglas era casado havia 14 anos e deixou três filhos: uma adolescente de 14 anos, outra filha de 10 anos e um bebê de quatro meses. Segundo testemunhas e registros oficiais, ele havia encerrado o expediente de entregas no momento da abordagem.
