Início Economia Haddad aponta aumento de custos para norte-americanos com tarifaço de Trump

Haddad aponta aumento de custos para norte-americanos com tarifaço de Trump

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil utilizará argumentos econômicos sólidos para negociar a revogação do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A estratégia do governo Lula irá destacar que as tarifas do presidente dos EUA estão encarecendo produtos como café e carne para o consumidor dos EUA e prejudicando o acesso a bens brasileiros de qualidade.

Em declaração do ministro foi feita na manhã desta terça-feira (07), no programa “Bom Dia Ministro”.

“O povo dos Estados Unidos está sofrendo com o tarifaço. Eles estão com o café da manhã mais caro, eles estão pagando o café mais caro, eles estão pagando a carne mais cara”, declarou Fernando Haddad.

O ministro reforçou que, após dois meses da medida, os EUA já percebem que ela causou mais prejuízos do que benefícios, lembrando que os norte-americanos mantêm superávit comercial com o Brasil e têm oportunidades de investimento em setores como energia limpa e minerais críticos.

Em uma videoconferência de meia hora realizada na segunda-feira (06), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu diretamente ao presidente Donald Trump a retirada da sobretaxa de 40% e das medidas restritivas. Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para as tratativas, e os dois presidentes trocaram números de telefone para um canal direto, com uma reunião pessoal prevista para breve.

Haddad defendeu a estratégia diplomática adotada pelo Presidente Lula, confiante de que a diplomacia brasileira irá superar o que classifica como um “equívoco muito grande” baseado em desinformação. O ministro atribuiu parte desse cenário a grupos de extrema direita brasileiros que estariam desinformando o governo americano, e garantiu que “não está acontecendo nada no Brasil que não siga absolutamente as regras democráticas do Estado de Direito”.