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Heróis do Fôjo: autora baiana celebra história de Comunidade Quilombola na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Autora Geomara Moreno na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo - Foto: Arquivo Pessoal

A autora Geomara Moreno participou como autora convidada da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizando a contação de histórias da sua obra Heróis do Fôjo, no Espaço Infantil da Bienal. A obra foi publicada pela Editus – Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Durante a contação, a autora apresentou a Comunidade Quilombola do Fôjo e seus Heróis, na perspectiva de uma educação antirracista e pluriétnica.

A participação de Geomara Moreno na Bienal reforçou o compromisso com a valorização da literatura infantojuvenil e com a difusão de histórias que contribuem para o reconhecimento da cultura, da memória e das identidades quilombolas, ainda invisibilizadas, existentes no Sul da Bahia e em várias regiões Brasil.

Ao Notícias da Bahia, ela expressou sua profunda gratidão e emoção por representar o quilombo do Fôjo na Bienal do Livro de São Paulo. Sua participação no espaço infantil foi uma oportunidade de levar a história de resistência ao público, promovendo uma educação antirracista e pluriétnica.

“Fui convidada pela Bienal para participar da programação do espaço infantil e a Editus, editora da UESC, viabilizou a minha presença. Viver este momento é uma emoção indescritível, pois, ao estar na Bienal, não represento apenas Geomara Moreno; comigo, trago todo o meu povo, a comunidade do Fôjo, que me acompanha e me sustenta”, celebrou GEOMARA.

Momento de visibilidade e conhecimento na Bienal

Autora Geomara Moreno na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo – Foto: Arquivo Pessoal

Para ela, estar na Bienal não é uma conquista individual, mas um momento de visibilidade para sua comunidade, reafirmando identidades quilombolas e ampliando o conhecimento sobre a diversidade étnica brasileira para as crianças.

“Estar na Bienal proporcionou-me uma experiência única. Pude apresentar às crianças a perspectiva que fundamenta minha literatura infantojuvenil: o compromisso com a educação antirracista, a valorização da educação pluriétnica e o senso de pertencimento. Esse trabalho é essencial tanto para escolas quilombolas quanto para instituições que ainda não têm contato com essa realidade, ampliando o horizonte das crianças e permitindo que reconheçam a diversidade étnica do Brasil, muitas vezes desconhecida por parte do público”, destacou.

“Poder compartilhar a história do Fojo e a trajetória de seus heróis, Alfredo e Sabino — que lutaram pela liberdade e estabeleceram seu quilombo em meio a processos violentos de apagamento histórico e identitário —, é de suma importância. É um privilégio falar sobre o Quilombo do Fojo, um lugar de resistência que, até hoje, abriga uma comunidade em constante luta pela afirmação de sua identidade e pela conquista de seus espaços”, concluiu a autora baiana.